Netflix pode ultrapassar Globo em faturamento até 2022

Por Redação | 16 de Setembro de 2020 às 21h40
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A força da Netflix em território brasileiro vem se mostrando cada vez maior não apenas em termos de audiência, mas também em faturamento. Isso porque um levantamento feito pela empresa de tecnologia financeira QR Capital indica que a receita da plataforma de streaming pode ultrapassar a da Globo até 2022. A informação foi divulgada pela seção Radar, no site da revista Veja.

A marca será atingida caso o ritmo de receitas da plataforma obtenha um crescimento anual próximo de 20% até o ano em questão. Para 2020, a QR Capital estima que a Netflix registre um faturamento anual de R$ 6,7 bilhões, contra R$ 9,7 bilhões da Globo.

A Globo vem unificando sua programação ao vivo com sua plataforma de streaming para enfrentar Netflix e afins (Reprodução: Globoplay)

Ultrapassando a Globo ou não, o fato é que a Netflix já é uma potência respeitável do mercado audiovisual brasileiro. A plataforma já fatura mais que Record, Band, SBT e RedeTV juntas, já que as mesmas faturam R$ 4 bilhões somadas.

Serviços de streaming só ficam atrás da Globo em audiência

Para além do faturamento, a pandemia do coronavírus - que manteve boa parte da população dentro de casa - colaborou para que as plataformas também vissem suas audiências crescerem. Segundo o jornalista Ricardo Feltrin - a partir de dados da Katar Ibope obtidos por ele - depois que os serviços ultrapassarem os canais de TV a cabo, eles também já vêm superando as TVs abertas.

Em seu blog, Feltrin afirmou que, em junho deste ano, na faixa que vai entre 7h e 0h (faixa comercial) o consumo de streaming foi de 7,0 pontos e 15% de share no Brasil. Isso significa que 15 em cada 100 aparelhos de TV ligados nesse período estavam consumindo conteúdo em serviços como Netflix, Amazon e HBO Go em suas mais diversas formas. Cada ponto nessa medição corresponde a, aproximadamente, 250 mil domicílios sintonizados nas 15 maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Os serviços de streaming só perdem em audiência para a Globo no Brasil (Reprodução/Pixabay (afra32) )

Na faixa analisada de horário analisada, o único canal que bate os serviços de streaming é a Globo, que conta com 15 pontos e 32,6% de share. A Record apresentou 5,5 pontos (12% de share), seguida por SBT (5 pontos e 10,8% de share), Band (1,5 ponto e 3,2% de share) e RedeTV (0,6 ponto e 1,4% de share). E quando falamos em TV a cabo, todos os canais pagos somados registraram 6,3 pontos em junho.

Os números de medição de streaming da Katar Ibope levam em consideração apenas o público que consome a plataforma usando aparelhos de TV. Não estão na mensuração os consumos por meio de smartphones e tablets, logo, tais números devem ser ainda maiores, abrindo mais distância para quase todos os outros canais de TV.

Globo não quer ficar só assistindo (com o perdão do trocadilho)

Para combater o crescimento da Netflix, a Globo vem investindo cada vez mais em seu serviço de streaming. No final de agosto, o canal anunciou que o seu representante no setor, o Globoplay, passará a agregar todos os canais da Globo (aberta e a cabo) em sua plataforma. Eles se juntarão aos filmes e séries que já estavam em seu catálogo.

O pacote Globoplay + canais ao vivo estará disponível a todos os atuais assinantes do serviço padrão da Globoplay, mas custara mais caro: R$ 49,90 ao mês. Nesse modelo, os usuários terão acesso não só aos conteúdos on demand e ao vivo da TV Globo, como também de todos os canais pertencentes ao grupo. E isso inclui toda a programação do Globonews, Multishow, Universal TV, Studio Universal, SporTV 1, SporTV 2, SporTV 3, Viva, GNT, Gloob, Gloobinho, Off, Bis, Mais Globosat, Megapix, SYFY, Canal Brasil e Futura, além de séries, filmes, documentários, esporte e jornalismo.

Além dessa integração, a Globo também fez uma parceria com a Samsung. Com isso, os novos televisores da fabricantes sul-coreana trarão um botão de acesso rápido ao Globoplay em seus controles remotos, a exemplo do que já é feito com a Netflix e o Prime Video, da Amazon.

Com informações da coluna de Ricardo Felrin

Fonte: Veja  

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