Neste ano, mercado de drones pode movimentar cerca de R$ 200 milhões

Por Redação | 23 de Maio de 2016 às 21h45

Os drones chegaram ao Brasil para ficar e conquistaram seu espaço. O dispositivo voador caiu nas graças do povo e, com o tempo, deixou de ser apenas instrumento de diversão e passou a ser utilizado para outros fins, como investigações e combate à dengue. Os drones já foram até adotados por salva-vidas em algumas praias para levar boias até vítimas que necessitem de socorro.

Com a alta das vendas e o crescimento do setor, pesquisas apontam que, em 2016, o mercado de drones pode movimentar cerca de R$ 200 milhões, com o domínio de pequenas e médias empresas. É o que garante a MundoGEO, emrpesa de comunicação que atua em geoprocessamento, mapas, imagens satélites e GPS na América Latina.

"A tendência desse mercado é mesmo a pulverização em empresas de porte menor, uma característica que se repete com frequência no setor de tecnologia", disse Emerson Granemann, diretor da MundoGEO, em entrevista à Folha de S.Paulo. Ainda de acordo com ele, os drones ainda possuem outros potenciais, com novas funções a serem explorados.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Já Luis Guimarães Neto, proprietário da DroneStore, em São Paulo, acredita que "os drones podem melhorar em um ou outro aspecto", mas diz que eles já chegaram a um "pico evolutivo", quando o assunto é o drone em si.

Dentre os aparelhos comercializados na loja de Neto, o o Phantom 3 Advanced é um dos mais vendidos. Ele possui quatro asas e está no valor de R$ 5.790. Além das vendas, a empresa também trabalha com a manutenção dos dispositivos.

Por outro lado, em vez de importar de outros países, existem empresas brasileiras que preferem fabricar seus próprios drones. É o caso da Horus, situada em Santa Catarina. Segundo Fabrício Hertz, diretor executivo da marca, seus aparelhos chegam a ser 75% mais baratos em relação aos drones importados e comercializados por outras lojas nacionais.

Mesmo com grande potencial econômico e funcional, os drones no Brasil seguem em cima do muro há três anos, pois não são proibídos e nem totalmente legalizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Segundo ela, não existe um prazo para que a versão final do texto com os termos de uso e liberação seja oficializado.

Fonte: Folha de S.Paulo

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.