Na China, concorrente do Uber chega a um bilhão de corridas em apenas um ano

Por Redação | 14 de Janeiro de 2016 às 14h28

Enquanto deste lado do mundo, as cooperativas e serviços de táxi reclamam de uma suposta concorrência desleal por parte do Uber, na China, os carros de praça tradicionais continuam nadando de braçada. A Didi Kuaidi, uma empresa de transportes que nasceu da fusão entre duas companhias locais, anunciou que, apenas em 2015, realizou 1,43 bilhão de corridas.

Se o total já parece impressionante por si só, ele se torna ainda maior quando colocado ao lado da informação de que o Uber levou cinco anos para chegar a seu primeiro bilhão. Hoje, a Didi Kuaidi concentra 80% do mercado de transportes privados da China e tem 99% de market share quando se leva em conta apenas os táxis, números suficientes para permanecer inabalada mesmo enquanto novos concorrentes tentam a sorte nesse segmento.

Apesar dos números cada vez maiores e dos bolsos de seus criadores ficando mais cheios, analistas de mercado apontam que esse domínio do mercado chinês, por si só, não vale de muita coisa. Apesar de ser absoluta no mercado asiátivo, a Didi Kuaidi tem um valor de mercado de cerca de US$ 15 bilhões, menos do que um quarto do Uber, que hoje é avaliado em mais de US$ 62 bilhões. Isso se deve a um fato simples: enquanto a primeira opera apenas na China, a segunda se expande cada vez mais e, atualmente, funciona em 70 países, incluindo o Brasil.

Essa deficiência levou a Didi Kuaidi a investir no mercado internacional, criando parcerias com empresas como Lyft, a rival do Uber, e os serviços de táxi Ola, da Índia, e GrabTaxi, do sudoeste do continente asiático. Além disso, a companhia recebeu, em 2015, um investimento de US$ 4,4 bilhões de nomes como Tencent, Alibaba e Softbank. Tudo isso, porém, acontece em um regime de parcerias e está longe de representar a entrada da companhia, e de sua própria marca, no mercado internacional.

Se a situação parece muito mais complexa do lado de fora das fronteiras, entretanto, na China, tudo deve continuar como está. Recentemente, a Tencent bloqueou as contas do Uber no WeChat, um dos messengers mais usados pelos chineses. Enquanto isso, a empresa de transportes rebateu e estaria cogitando separar sua operação no país daquela do restante do mundo, como forma de operar de forma mais localizada. Hoje, segundo dados oficiais, 30% de todas as corridas realizadas em todo o mundo acontecem por lá.

Fonte: Digital Trends

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