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Mozilla cobra da Meta combate a fake news no WhatsApp

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 23 de Abril de 2024 às 09h43

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Bruno De Blasi/Canaltech
Bruno De Blasi/Canaltech
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Além do Brasil, países populosos como Estados Unidos e Índia terão eleições ao longo de 2024. Diante desse cenário, a Fundação Mozilla iniciou um abaixo-assinado para solicitar mudanças no WhatsApp a fim de conter o avanço da desinformação no aplicativo e impedir rupturas nos processos eleitorais.

Mozilla faz abaixo-assinado para Meta

A campanha intitulada como “WhatsApp deve agir para proteger as eleições” veio ao ar recentemente e tem como objetivo garantir mais segurança no período. Segundo a Mozilla, em 2024, cerca de metade da população estará diante de uma urna, mas há perigo na esquina.

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“A integridade destas eleições está ameaçada, porque o WhatsApp não está fazendo o suficiente para detectar e impedir a desinformação em rede e o discurso de ódio na sua plataforma — o que pode rapidamente transformar-se em violência política”, diz a carta pública. 

Para evitar esses contratempos, a Mozilla faz três recomendações. A começar pela limitação no encaminhamento de mensagens, ao incluir uma etapa adicional para que a pessoa reflita antes de enviar o conteúdo para outra pessoa.

O segundo pedido gira em torno de uma etiqueta, como “Altamente encaminhado: verifique” (em tradução livre) como complemento ao aviso “Encaminhado com frequência”, que já existe na plataforma. 

Por fim, a Mozilla recomenda limitar as ferramentas de envio massivo, como desativar as Comunidades, que permite adicionar até dois mil membros de uma só vez e conta com um canal de avisos. A fundação também orienta restringir o envio das listas de transmissão para até 50 pessoas e limitar o recurso para dois usos por dia.

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Nesta terça-feira (23), a campanha ainda estava aberta para receber novas assinaturas e não tinha previsão para ser encerrada. Caso tenha interesse, você pode participar do abaixo-assinado pelo site da fundação: foundation.mozilla.org.

Combate à desinformação no WhatsApp

As orientações da Mozilla tem como objetivo reduzir os impactos da desinformação nas redes sociais, conforme visto em eleições passadas. Especialmente ao considerar o risco que as ferramentas de inteligência artificial trazem, como o uso de deepfakes para minar a imagem de adversários políticos, por exemplo.

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Nos últimos anos, a Meta vem implementando algumas ferramentas que ajudam a impedir esses problemas, incluindo as restrições de compartilhamento de mensagens. O aplicativo também conta com um botão para pesquisar uma informação recebida por um contato.

Contudo, a Mozilla considera que a Meta poderia fazer mais. “Historicamente, as intervenções eleitorais do WhatsApp têm sido muito pequenas e muito tardias”, disse o diretor de campanhas da Mozilla, Nicholas Piachaud. “Sem estas mudanças imediatas, centenas de milhões de eleitores nos próximos três meses poderão ficar expostos a níveis sem precedentes de desinformação eleitoral.”

O que diz o WhatsApp?

Procurado pelo Canaltech, o porta-voz do WhatsApp ressaltou que a plataforma possui recursos para restringir "intencionalmente" o compartilhamento. Confira o posicionamento na íntegra:

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"O WhatsApp é uma das únicas empresas de tecnologia que restringe intencionalmente o compartilhamento, com limites de encaminhamento e rótulo de mensagens que foram encaminhadas muitas vezes. Construímos novas ferramentas para capacitar os usuários a buscar informações precisas, ao mesmo tempo que os protegemos de contatos indesejados."

Atualizado às 15h57 com o posicionamento da Meta.