Microsoft usa Minecraft para testar inteligência artificial

Por Redação | 08 de Julho de 2016 às 14h00
photo_camera Folha de S. Paulo

O mundo de Minecraft acaba de ganhar uma nova funcionalidade e começará a ser usado para testes de inteligências artificiais. Essa é a ambição do Project Malmo, uma nova iniciativa lançada pela Microsoft para permitir que qualquer pessoa possa experimentar gratuitamente os sistemas que estão desenvolvendo dentro de um mundo virtual, que pode ser customizado e trabalhado de acordo com os resultados esperados.

A ideia é usar o game de criação como uma ferramenta avançada para experimentação desse tipo, uma vez que os atributos entregues por ele são muito mais avançados do que a maioria dos ambientes de testes de IA disponíveis por aí. Por meio de cenários complexos, criados ao gosto do desenvolvedor, é possível realizar desde testes básicos até mais avançados, de forma a descobrir como a tecnologia está funcionando e o que precisa ser melhorado nela.

Duas possibilidades são a navegação e a resolução de problemas. No mundo de Minecraft, o desenvolvedor de um sistema de direção autônoma pode, por exemplo, criar uma extensa e sinuosa rodovia, cheia de objetos em movimento, e colocar a inteligência artificial para dirigir entre eles. Ou, então, um robô de reconhecimento poderia trabalhar na diferenciação de um objeto de outro, com contextos sendo modificados o tempo todo e com mais elementos para análise sendo adicionados.

Para a Microsoft, um dos principais públicos do Project Malmo devem ser as universidades. O setor educacional pode utilizar Minecraft tanto para fins de testes quanto em aulas, de forma a exibir para alunos o potencial das inteligências artificiais. Além, claro, de desenvolver de forma mais barata e simples plataformas desse tipo, permitindo que estudantes de todos os níveis possam trabalhar e transformar suas ideias em realidade.

O uso de Minecraft como palco de testes de inteligência artificial, na realidade, já estava disponível desde março, sob o codinome AIX. Entretanto, essa possibilidade somente era possível para desenvolvedores e pesquisadores parceiros da Microsoft, que também indicavam bugs e problemas na plataforma. Todo esse trabalho levou à disponibilização que acontece agora, com código aberto e disponível de graça para quem estiver interessado em usá-lo.

Fonte: Microsoft

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