Microsoft está desenvolvendo app capaz de prever crimes

Por Redação | 18 de Dezembro de 2015 às 10h00

A Microsoft está desenvolvendo um novo aplicativo que aparentemente dará o pontapé inicial naquilo que vimos no filme Minority Report em 2002. De acordo um vídeo de uma suposta apresentação da gigante de softwares descoberto pelo portal Fusion, o programa poderá prever se um criminoso reincidirá dentro de um prazo de seis meses ou não.

Quem apresenta e explica as funcionalidades do tal aplicativo é o gerente sênior de programas Jeff King. Durante a apresentação de slides, que tem duração aproximada de uma hora, ele explica que a Microsoft tem se esforçado para criar um programa que poderá prever o comportamento humano a partir da análise de acontecimentos passados. Contam pontos nessa análise se um indivíduo já fez parte de uma gangue, se já foi intimado a frequentar reabilitação, como se comportou durante o período em que ficou preso e mais.

O software ainda não passa de um conceito, mas, segundo King, já consegue prever o que acontecerá daqui a seis meses com precisão em 91% dos casos. E como isso foi medido? A Microsoft alimentou uma base de dados com informações falsas para ver se o software conseguiria acertar o que está acontecendo atualmente no mundo.

Muito embora não passe de um esboço de aplicação, a ideia já vem preocupando alguns especialistas em segurança. Afinal de contas, o que as forças policiais e agências de inteligência fariam com informações desse tipo? Pior do que isso, como um crime que ainda sequer foi cometido poderá acarretar na detenção de um indivíduo? No fim das contas, ainda há 9% de chance que a aplicação esteja errada.

"Temo que esses programas estejam criando um ambiente onde a polícia poderá aparecer do nada nas casas das pessoas para prendê-las por qualquer motivo", disse o advogado da Electronic Frontier Foundation Hanni Fakhoury. Para Jay Stanley, que é analista sênior de políticas na American Civil Liberties Union, é preciso ter bastante cautela principalmente na hora de determinar que tipo de papel essa tecnologia terá na sociedade. "Os dados que alimentam esse algoritmo têm que ser abertos e transparentes e o que será feito com os resultados disso precisa ser analisado minuciosamente", explica.

No fim das contas, aparentemente estamos caminhando para o que Steven Spielberg previu em sua película de ficção científica, com os mesmos programas combatendo os crimes na sociedade, as mesmas preocupações de uma parcela da população e os mesmos tipos de injustiça sendo cometidos.

Fonte: Fusion, YouTube via Business Insider

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