Microsoft demite metade da equipe do HoloLens

Por Redação | 01 de Dezembro de 2015 às 11h30

Enquanto o mundo parece continuar bastante animado com a chegada dos dispositivos de realidade virtual, a Microsoft está fazendo uma repentina mudança no time de desenvolvimento do HoloLens, demitindo metade de seus desenvolvedores. As movimentações acontecem nos escritórios da companhia em Israel, onde boa parte dos trabalhos relacionados ao acessório vêm acontecendo.

Pelo menos 30 pessoas, todas trabalhando para a Microsoft por contrato, teriam sido demitidas no começo desta semana, com outras 30 tendo um mês para encontrarem uma nova posição que lhes agrade dentro da empresa. Caso contrário, também farão parte da onda de dispensas que não teve seus motivos explicados pela empresa.

De acordo com as poucas informações sobre o caso, tratam-se de mudanças que atingem basicamente o setor de engenharia. Pode ser uma indicação de que o HoloLens já está pronto, em sua forma final, ou então que o desenvolvimento da plataforma está sendo transferido de Israel para outras partes do mundo. Alguns profetas do apocalipse já estão afirmando que tudo pode se tratar de uma mostra de que a Microsoft já não está mais tão empolgada assim com sua ideia de realidade virtual e estaria diminuindo os gastos de desenvolvimento do acessório.

A proposta do HoloLens é um pouco diferente daquela encontrada em outros aparelhos do tipo, como o Oculus Rift, por exemplo, pois mistura também o conceito de realidade aumentada. A melhor comparação possível é com o sistema Jarvis, visto nos filmes do Homem de Ferro – com o uso de óculos, os usuários poderiam não apenas ter uma maior imersão em um ambiente virtual, mas também vê-lo integrado à sala em que está, podendo manipular e controlar tudo com as mãos. O foco, claro, não são apenas os games, mas também aplicações empresariais e sistemas focados na medicina e comunicação.

A expectativa é que o HoloLens seja lançado no ano que vem, nem que seja por meio de uma versão de testes focada em desenvolvedores interessados. O preço também deve ser salgado e se aproximar de alguns milhares de dólares, o que, aqui no Brasil, colocaria o acessório na mesma faixa de valor que um carro usado.

Fontes: Ynet, Business Insider

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