Mercado tem reação morna aos anúncios do WWDC 2015

Por Redação | 09 de Junho de 2015 às 11h23

“Evolucionárias, mas não revolucionárias”. Esse foi o jargão repetido pelos analistas de mercado nas horas que se seguiram ao keynote que abriu a WWDC 2015, evento da Apple voltado a desenvolvedores. No palco, Tim Cook e outros executivos da empresa apresentaram as novas versões do iOS e do OS X, além de introduzir oficialmente o Music, o tão aguardado serviço de streaming de música. Nada muito longe do esperado e, também, quase tudo já era previsto.

Foi justamente a ideia de que a empresa estaria apenas mostrando a continuidade daquilo que já existe, em vez de efetivamente exibindo algo novo, que levou a uma reação morna do mercado. O valor das ações da Apple não se movimentou tanto, mantendo-se estável durante o keynote e também após ele, fechando o pregão desta segunda-feira (8) com baixa de menos de 1%.

Não é como se existisse mesmo a expectativa por grandes anúncios e novidades. A WWDC é, costumeiramente, o espaço para apresentações mais voltadas aos desenvolvedores de aplicativos, com a exibição ao vivo de novas funcionalidades dos sistemas operacionais da Apple. Foi exatamente isso que vimos no palco, com mudanças nos sistemas de busca do iOS, a adição do multitasking ao iPad e a nova versão do WatchOS, apenas para citar alguns exemplos.

Foi o relógio inteligente, inclusive, que levantou mais comentários dos analistas. Visto inicialmente com dúvidas e lançado com sucesso e até esgotamento de unidades, analistas da Goldman Sachs taxaram as novidades do Apple Watch como um “amadurecimento bem-vindo” em uma classe de dispositivos que ainda está em seus estágios iniciais.

A introdução de uma nova versão do sistema operacional do smartwatch, apenas meses após o lançamento do produto, serviu para mostrar que a Apple continua trabalhando no sistema e, acima de tudo, pensando em novas maneiras de utilizá-lo. Ainda assim, porém, nenhuma das novidades apresentadas foi encarada como impactante o bastante para ter reflexo nas ações.

Ainda, os analistas chamaram a atenção para dois aspectos “diferentes” vistos na apresentação da Apple. O primeiro foi a presença de mulheres no palco, na linha de frente de algumas das apresentações e de acordo com as políticas de diversidade da companhia. E o segundo foi a ausência de números e métricas, com apenas uma comparação com a fragmentação do Android sendo feita. Aqui, a Maçã quis passar uma imagem de que tudo está correndo bem e que o foco eram realmente os softwares, e não seu valor de mercado.

No final das contas, a expectativa é boa. Tanto a Goldman Sachs quanto a PiperJaffray concordaram que as novidades da Apple devem ajudá-la a manter sua posição no mercado de smartphones e tablets. Foi mantida a expectativa de ganhos para o atual ano fiscal, apesar de o Music ter sido citado como um elemento que pouco deve contribuir para os resultados em seus primeiros anos de vida.

Fonte: Business Insider

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