Mercado de PCs deve diminuir até 7% em todo o mundo, afirmam consultorias

Por Redação | 13 de Abril de 2015 às 11h36

A situação no mercado de computadores está cada vez pior, apesar do segmento corporativo sempre ter sido visto como o grande portador de boas notícias. Esse fato, no entanto, está prestes a mudar segundo números de consultorias como a IDC e o Gartner, que preveem uma queda no primeiro semestre de 2015 de quase 7%, com baixas que deverão se estender ao longo de todo o ano.

Para a primeira, a redução deve ser de cerca de 5,2%, enquanto a segunda já aponta uma baixa de 6,7% do mercado. Em um aspecto, porém, ambas concordam: muito em breve veremos números de vendas e faturamento semelhantes aos de 2009. Na época, a baixa foi motivada pela crise mundial, que fez com que as empresas segurassem os investimentos. Agora, o que motiva essa diminuição é a falta de necessidade, algo muito pior para fabricantes e desenvolvedores.

A IDC aponta um fator primordial para isso – a onda dos upgrades chegou ao fim. Para a consultoria, as companhias que estavam interessadas em renovar seus equipamentos que ainda rodavam Windows XP já fizeram isso e, agora, mesmo que ainda tenham máquinas funcionando com a versão 7 do sistema operacional, por exemplo, não pretendem realizar novas aquisições em um futuro próximo. Quando se leva em conta que clientes atuais terão direito ao Windows 10 quando ele chegar ao mercado, o resultado são PCs já com alguns anos em funcionamento permanecendo ligados por mais um bocado.

Para a firma de análises de mercado, tal fator deve resultar em uma média de 70 milhões de unidades enviadas pelas empresas para as lojas, o menor volume desde 2009 - um reflexo direto da falta de interesse dos consumidores. Falando neles, o usuário final nem é citado como parte dos estudos, já que, nesse segmento, as quedas são cada vez maiores na medida em que as compras de smartphones e tablets poderosos tomam o lugar na vida dos aficionados por tecnologia.

Apesar do panorama negativo, as consultorias afirmam que ainda não é hora de se desesperar. Apesar de nomes como Dell e Acer estarem diante de potenciais complicações, a Lenovo vem apresentado crescimento em todo o mundo, enquanto a ASUS vem se mantendo em um patamar estável em termos de faturamento e crescimento. Ambas renovaram seu portfólio e passaram a trabalhar também no setor mobile, com tablets que rodam Windows sendo um destaque para ambas.

A companhia asiática, por exemplo, manteve sua fatia de 18,9% do mercado, mantendo-se como a principal fabricante de computadores em todo o mundo. Bem atrás, porém, está a HP, cuja força nos mercados dos EUA e Europa a ajudaram a permanecer com 17,3% de market share. Na sequência está a Dell, ainda dominante, com 12,6%, mas vendo sua porção diminuir cada vez mais enquanto ASUS (7,4%) e Acer (7,2%) brigam entre si e chegam cada vez mais perto das posições superiores.

Por outro lado, a IDC também prevê que os números devem aumentar pelo menos um pouco com a chegada do Windows 10. Todos os usuários de versões atuais do sistema operacional, do 7 em diante, terão direito a um upgrade, mas nem todos possuem máquinas capazes de rodar a novidade de forma adequada. O movimento em massa para a nova edição, porém, pode incentivar algumas pessoas que ficariam de fora a se renovarem para aproveitarem essa nova onda.

Fontes: IDC, Gartner, Engadget

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