MEC monitora inscritos do Enem nas redes sociais para detectar irregularidades

Por Redação | 10.06.2015 às 14:36
photo_camera Foto: Reprodução

O Ministério da Educação (MEC) vai usar as redes sociais para identificar irregularidades nas inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. De acordo com o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, as publicações nesses sites podem ajudar na investigação de candidatos que declaram carência de forma indevida.

Os candidatos com menos poder aquisitivo são isentos da taxa de R$ 63 para a inscrição do exame. Para comprovar isso, é necessário que a renda familiar mensal per capita seja de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos. Aqueles que possuem renda familiar mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio, e cursaram o ensino médio em escola pública ou são bolsistas integrais de escola particular, também estão isentos.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, diz que alguns candidatos têm o costume de publicar nas redes sociais que infringiram as regras da isenção. "Reservamos sempre nos editais o direito de fiscalizar e investigar. Não posso dizer quantos nem como isso é feito para não entregar o sistema. Uma declaração falsa é sempre um delito. Não é correto. Não é moralmente correto. Em uma área educacional, é contraditório como objetivo da área", explica.

O Inep poderá exigir em edital, a qualquer momento, a comprovação da situação de carência mesmo depois do prazo de pagamento, que se encerra hoje (10). Um balanço divulgado na última terça-feira (9) pelo MEC mostra que 3,7 milhões dos 8,5 milhões de inscritos declararam carência, representando 43,8% do total. Aquele que enviar comprovações falsas será impedido de fazer a prova.

O monitoramento continuará sendo feito durante e após a realização do exame, e também servirá para aqueles candidatos que postarem nas redes sociais durante a prova.

Fonte: INFO