Máquinas não substituirão o ser humano, defende CEO da Microsoft

Por Wagner Wakka | 29 de Maio de 2018 às 07h48

Durante a Google I/O deste ano, evento da Google para desenvolvedores, foi apresentado ao público o protótipo do Duplex, inteligência artificial capaz de agendar um corte de cabelo por telefone. A apresentação gerou uma série de receios e levantou mais uma vez a questão de que, em um futuro próximo máquinas, poderão substituir seres humanos em funções que não sejam meramente mecânicas.

Em contrapartida, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, acredita que os seres humanos não serão substituídos pelas máquinas, mas que robôs vão trabalhar em conjunto com a nossa espécie.

“O que eu acho que precisa, em 2018, é mais diálogo em torno da ética, os princípios que podemos usar para os engenheiros e empresas que estão construindo IA, para que as escolhas que fazemos não nos façam criar sistemas com viés. Esta é a coisa mais tangível em devemos trabalhar”, explicou o chefão da Microsoft em entrevista ao jornal Telegraph.

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Contudo, o executivo reconhece que essa não é uma missão simples e que podem acontecer problemas pelo caminho. “É claro que não podemos esperar perfeição — sempre haverá um viés não detectado ou que não pode ser eliminado. O objetivo é fazer o melhor possível”, completa.

Outro ponto para defender a tese de não eliminação humana é que, embora isso possa ser funcional em termos de produção, não representa um investimento inteligente para o consumidor. “Nosso modelo de negócios baseia-se em nossos clientes serem bem-sucedidos e, se forem bem-sucedidos, nos pagarão. Portanto, não somos uma dessas economias movidas por transações ou impulsionadas por anúncios ou por mercados”, explica.

Dessa forma, para Nadella, ao passo em que mais pessoas fiquem desempregadas por conta das tecnologias, menos elas podem se dizer “bem-sucedidas”. Assim, ele acredita, a economia vai se ajustar para considerar esse fato antes mesmo de as pessoas serem eliminadas do processo.

Fonte: Financial Express

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