Lyft nega boatos de que estaria à venda

Por Redação | 23.08.2016 às 15:17

Rebatendo rumores publicados ao longo da última semana, a Lyft veio a público negar os boatos de que estaria à venda. A empresa, uma das principais concorrentes do Uber, principalmente, no mercado americano, confirmou ter recebido propostas para compra e disse também ter as analisado, mas que nada disso significa que ela estaria com problemas ou se colocando ativamente à disposição do mercado.

Segundo a companhia, receber ofertas desse tipo é normal no mundo empresarial, e elas sempre serão avaliadas em busca de acordos que poderiam ser interessantes. Entretanto, nada disso significa que a companhia estaria em busca de compradores, como os rumores apontavam, citando fontes ligadas a ela e também possíveis dificuldades financeiras.

O diretor da Lyft, John Zimmer, disse ainda que não revelaria quais empresas se mostraram interessadas em comprar parte ou o total da operação, que teve o melhor mês de sua história em julho, mantendo-se firme no caminho de conquistar US$ 2 bilhões em faturamento neste ano. Os boatos indicavam grandes nomes como possíveis compradores, citando Amazon, Apple e Google, além do próprio Uber e o Didi Chuxing, seu principal parceiro no mercado asiático. O executivo disse que a empresa chegou a contratar um banco especializado em aquisições para analisar as propostas, algo que teria sido requisitado por investidores.

O presidente da companhia apontou dedos também para o Uber, dando a entender que a concorrente seria a responsável pelos boatos em uma tentativa de minimizar seu valor de mercado. Os boatos surgiram semanas após a empresa de transportes ter recebido uma avaliação de US$ 5,5 bilhões, que motivou comentários de Travis Kalanick, CEO da rival, afirmando que não pagaria mais do que US$ 2 bilhões por ela. Zimmer taxou a declaração como um excesso de autoconfiança e uma demonstração de quem poderia estar por trás dos rumores.

No momento, pelo menos de acordo com as declarações oficiais, a Lyft permanece focada em ser uma companhia independente. Além dos trabalhos no mercado de transportes, a empresa vem trabalhando cada vez mais junto a montadoras no desenvolvimento de veículos autônomos, tendo, inclusive, fechado uma parceria recente com a GM justamente para trabalhar em tecnologias desse tipo.

Fonte: Business Insider