Lucro da Microsoft com anúncios aumentou em 2015 e deve seguir expandindo

Por Redação | 21.04.2016 às 19:30

Em seu mais recente relatório financeiro, a Microsoft revelou um crescimento respeitável em um segmento que não lhe rendia bons frutos há alguns anos. Conforme revelou o site eMarketer, o lucro da companhia com anúncios publicitários experimentou um crescimento considerável de 20,8% em 2015, chegando aos US$ 2,48 bilhões – sem dúvida uma bela retomada, considerando-se a baixa acentuada em 2014.

Mas os bons ventos devem continuar, é verdade. Pelo menos essa é a aposta do eMarketer. Segundo os especialistas em pesquisa de mercado do site, os ganhos da casa do Windows com anúncios mundo afora devem crescer outros 15% em 2016, chegando mesmo a beirar os bons resultados obtidos em 2012.

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Ganho de terreno

Naturalmente, além de representar um ganho de capital apreciável, a melhora no negócio de anúncios ainda ajuda a gigante de Redmond a brigar por mais espaço junto a competidores de peso, tais como Google, Yahoo e o motor chinês de busca Baidu. De fato, no ano passado a Microsoft mordeu uma fatia consideravelmente maior do mercado publicitário global associado a buscadores, fechando o ano fiscal de 2015 com participação de 3,3% - um crescimento de 0,3% em relação a 2014.

Para efeitos de comparação, talvez os 58,9% obtidos pelo Google em 2015 ainda estejam razoavelmente isolados. Não obstante, nos EUA, onde a Microsoft obtém a maior parte da sua receita associada ao Bing, a participação da companhia ficou em 8,4% - bastante abaixo dos 74,5% do Google no país, mas ainda razoavelmente à frente da Yahoo, que fechou o período na terceira posição, com 4,5% do negócio.

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“Até 2018, a Microsoft vai desfrutar de 8,6% da receita líquida disponível para anúncios publicitários relacionados a motores de busca”, antevê o eMarketer. “Em termos de lucros obtidos de forma geral com anúncios digitais nos EUA, incluindo buscas, displays e outros formatos, a Microsoft aparece em terceiro lugar, atrás do Facebook, posição que deve ser mantida em 2018, logo à frente do Yahoo durante o mesmo período”, conclui a analista.

Fonte: eMarketer