Lucro da Lenovo no 1º trimestre fiscal aumenta, mas vendas de celulares caem 31%

Por Redação | 18.08.2016 às 10:37
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Já faz um tempo que a Lenovo adquiriu a divisão de celulares da Motorola, que até então pertencia ao Google, por US$ 3 bilhões em 2014. Agora, a fabricante asiática começa a sentir alguns efeitos da aquisição, e eles não são nada positivos.

De acordo com os resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre fiscal da chinesa, as vendas de dispositivos móveis despencaram 31% no período. Ela ainda afirmou que o setor, que abriga outras operações além dos aparelhos da Motorola, não terá lucratividade antes do próximo semestre fiscal, que começa em outubro de 2017.

Anteriormente, a Lenovo informou que esperava uma recuperação dos negócios da Motorola ainda neste trimestre, mas que, mesmo com "muito progresso", os números não foram satisfatórios. Nos últimos meses, a entidade mudou sua estratégia e agora mira no segmento de smartphones premium, pois, segundo o presidente-executivo Yang Yuanqing, ele é mais lucrativo. "Nós podemos recuperar completamente os negócios", destacou o empresário.

Em maio, na divulgação do balanço referente ao último ano fiscal, a Lenovo já havia dado sinais de que a aquisição da Motorola não correspondeu às suas expectativas. No primeiro trimestre deste ano, foram vendidos 10,9 milhões de smartphones, só que menos da metade desses dispositivos eram da Motorola. Durante todo o ano fiscal, foram comercializados cerca de 66 milhões de celulares, mas a Lenovo registrou uma perda de 85% das vendas no mercado chinês. Além disso, a Motorola continua sem grandes projeções para o mercado norte-americano, onde possui mais presença.

Por outro lado, o lucro líquido do primeiro trimestre fiscal da Lenovo saltou para quase dois terços em comparação com o mesmo período do ano passado. A alta foi de 64%, para US$ 173 milhões no trimestre encerrado em junho. A venda de um imóvel gigantesco em Pequim também impulsionou esse resultado, gerando um ganho de US$ 132 milhões - acima da expectativa média de analistas, que era de US$ 130,1 milhões.

Fonte: Reuters