Líderes de tecnologia apoiam leis de Obama em prol da imigração

Por Redação | 09.03.2016 às 10:56

63 empreendedores, executivos e líderes de grandes empresas dos Estados Unidos – incluindo diversos nomes do mundo da tecnologia – publicaram nesta terça-feira (08) um manifesto a favor de ordens assinadas pelo presidente Barack Obama em prol da imigração. Os atos criam uma série de permissões para filhos de estrangeiros ou para aqueles que foram trazidos para o país ainda crianças, aumentando a abrangência das leis de cidadania e reduzindo o perigo de deportação para os contemplados.

Um dos atos, por exemplo, garante status legal para imigrantes que moram no país desde 2010 e tiveram filhos nos EUA, dando a eles vistos permanentes e renováveis de três anos de duração. O outro garante status de residência permanente para estrangeiros que chegaram à América antes de completarem 16 anos e moram de forma fixa no país desde 2007. No segundo caso, trata-se de uma mudança em leis vigentes, o que acabou gerando mais polêmicas entre cidadãos e governos de estados mais conservadores.

No Texas, por exemplo, os atos foram bloqueados pela justiça, um movimento que levou outros 24 estados americanos a fazerem o mesmo. Os pedidos foram acatados por uma corte federal, o que acabou levando os atos de Obama até a Suprema Corte dos Estados Unidos, que vai ouvir argumentos contra e a favor das novas leis no dia 18 de abril. É justamente por causa disso que executivos e empresários do país assinaram o manifesto a favor das mudanças.

Entre os nomes que corroboram a carta estão Mark Zuckerberg, do Facebook; o cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman; Max Levchin, diretor de tecnologia e cofundador do PayPal; e o “superinvestidor” Ron Conway, que possui participação em empresas como AirBnb, BuzzFeed e Foursquare. Para eles, o mercado americano, não apenas de tecnologia, pode se beneficiar com a entrada de novos cidadãos, contribuindo para a economia. Além disso, as normas representam um passo em direção à modernização das leis americanas e facilita a competição global para as companhias.

Por sua própria rede social, Zuckerberg foi além e afirmou que, em suas viagens pelo mundo, percebeu que muitas nações estão se tornando cada vez mais “fechadas”. Ele citou a crise dos refugiados, por exemplo, como um dos motivos para assinar o manifesto de apoio às ordens de Obama, afirmando que a ideia de construir muros e isolar países de estrangeiros e imigrantes não é o melhor caminho para seguir em frente. Para ele, o ideal é “unir as pessoas, não dividi-las”.

O tópico da imigração também se tornou um dos pontos principais da campanha para a presidência dos Estados Unidos. Donald Trump, por exemplo, já se mostrou um defensor ferrenho de políticas mais rígidas quanto à imigração e deportação de estrangeiros ilegais, cogitando até mesmo acabar com leis existentes hoje. Apesar das fortes críticas de celebridades e empresários, o candidato republicano vem ganhando apoio e venceu algumas das primárias pelas quais passou até agora, estando em um bom caminho para disputar a Casa Branca.

Fontes: FWD.us (Scribd), Recode