LG modifica quadro de executivos para dar autonomia setores chave

Por Redação | 26.11.2015 às 11:42

A LG não está necessariamente em maus lençóis, apesar dos números do segmento mobile estarem um tanto abaixo do esperado, enquanto outros, como os de componentes e televisores, seguirem de vento em popa. É justamente para focar nesses números estrelados e retornar à velha glória daqueles que não andam tão bem assim que a companhia está anunciando uma grande reorganização interna, que vai mudar seu quadro de executivos e dar mais liberdade e independência para setores-chave.

A partir do dia 1º de dezembro, a LG passa a ser gerenciada por três diretores com bastante tempo de casa. Todos se mantêm em seus cargos originais – Jo Seong-jin continuará liderando toda a divisão de produtos para a casa, enquanto Juno Cho permanece como presidente do setor mobile, e David Jung continua como presidente executivo e diretor financeiro, mas assume também o posto de líder para negócios corporativos. O que muda, mesmo, é a forma de atuação, com os três cuidando de suas funções de maneira independente, sem precisar se reportar a um comando central.

Outras mudanças também acontecem no topo da companhia. Lee Sang-bong, atual diretor dos negócios da LG no setor energético, passa a ser presidente e diretor do segmento B2B, enquanto Wayne Park assume a vice-presidência executiva da sul-coreana e também passa a comandar as operações da companhia na Europa. Ele substitui Brian Na nesse cargo, que agora passa a controlar todas as vendas e marketing da fabricante ao redor do mundo.

A ideia da LG é que os executivos comecem a trabalhar com suas novas atribuições daqui a uma semana, mesmo que apenas em parte. A empresa espera uma reunião geral de acionistas, marcada para janeiro de 2016, para passar as mudanças por apreciação dos investidores, de forma a firmar em pedra todas as alterações feitas em seu quadro de executivos.

Com as alterações, afirma a empresa, os líderes serão capazes de focar naqueles negócios que sabem que funcionam, sem precisarem passar suas decisões pelos rincões superiores da cadeia. É o caso, por exemplo, da fabricação de telas para smartphones, um negócio bastante lucrativo para a empresa e que fornece componentes até mesmo para a Apple, mas que não ganha tanto destaque assim por acontecer, justamente, nos bastidores da indústria. É esse foco que é visto como um dos grandes fatores de recuperação do setor mobile da LG.

Fonte: LG