Lexmark é vendida a grupo chinês de investidores por US$ 3,6 bilhões

Por Redação | 20 de Abril de 2016 às 11h00

Menos de 13 dias depois, os comentários e especulações se confirmaram: a Lexmark tem um novo dono. A empresa de impressão, serviços relacionados e software de imagem anunciou nesta quarta-feira (20) sua venda para um grupo chinês de investidores. Da transação, que custou US$ 3,6 bilhões em ações, participam nomes como PAG Asia Capital, Legend Capital Management e a Apex Technology, uma companhia de chips para cartuchos de tinta que já havia sido citada como interessada na aquisição.

O objetivo, aqui, não é encerrar suas operações, mas sim fortalecê-las. De acordo com a Lexmark, a ideia é utilizar o capital e recursos de suas compradoras para expandir sua presença no território da Ásia e do Pacífico, além de outros mercados emergentes. É um movimento que vem sendo adotado com bastante sucesso pela Apex, que vem investindo nesses segmentos e tendo resultados interessantes.

Poucos detalhes sobre como tudo vai funcionar a partir de agora foram dados, mas a Lexmark afirmou que a Apex Technologies trabalhará de forma complementar à sua atuação, provavelmente oferecendo os chips e componentes de baixo custo para fabricação de impressoras e cartuchos. Além disso, os escritórios centrais da marca devem permanecem na cidade de Lexington, nos Estados Unidos, enquanto Paul Rooke continua no cargo de diretor executivo.

O negócio não acompanhou comentários sobre eventuais demissões ou uniões de segmentos de negócios, nem uma possível extinção de alguns setores. Pelo contrário. Desde antes da confirmação, a ideia era de que a Apex Technology estaria de olho na totalidade das operações da Lexmark, não apenas por causa da marca reconhecida dos produtos de impressão, scanners e softwares para imagem, mas também devido à presença no Ocidente, um mercado onde ela vem desejando entrar há algum tempo.

Toda essa movimentação foi bem recebida pelo mercado. Nas negociações iniciais desta quarta, as ações da companhia adquirida obtiveram alta de 11%, com os especialistas se mostrando otimistas principalmente pelo fato de que o grupo de investidores não apenas assumiu as operações da Lexmark, mas também se comprometeu com suas dívidas correntes.

Apesar de já anunciado e dado como certo, o negócio ainda precisa passar por uma série de fases burocráticas, como a aprovação de acionistas majoritários e a aprovação de agências reguladoras nos EUA, principalmente de um comitê focado em investimentos estrangeiros no país. A expectativa é que tudo esteja finalizado no segundo semestre deste ano, com o montante sendo pago em dinheiro.

Fonte: The New York Times

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