Lenovo garante que Moto E e Moto G não vão sair de cena - pelo menos em 2016

Por Redação | 13 de Janeiro de 2016 às 08h30

Desde a última semana, a notícia de que a Lenovo vai acabar com a marca Motorola tem causado bastante confusão na imprensa e entre usuários. A informação mais recente apontava que a companhia também iria encerrar as linhas Moto G e Moto E, dois dos maiores sucessos da fabricante norte-americana. Só que a história, mais uma vez, não é bem por aí.

Em nota enviada à imprensa nesta terça-feira (12), a assessoria da Lenovo reforçou o compromisso com sua gama de celulares intermediários e disse que as declarações dadas por Chen Xudong, chefe da empresa, não foram entendidas da maneira correta pela mídia. "O comentário de Xudong à imprensa chinesa foi mal interpretado. Queremos reforçar que o Moto G e o Moto E fazem parte do portfólio global de MBG – Mobile Business Group – para 2016", afirmou a corporação.

Um representante da Motorola também confirmou ao The Verge que os Moto E e G não vão desaparecer por completo do mercado, mas que é bom os consumidores estarem preparados para dispositivos menos robustos que os atuais. "Apesar de trabalharmos para simplificar o portfólio combinado da Motorola e da Lenovo, não temos planos de aposentar o Moto G, nosso smartphone mais bem-sucedido, ou o Moto E", disse.

Como você leu, ainda veremos a terceira e a quarta geração do Moto E e do Moto G no mercado, algo que muito provavelmente deve acontecer em 2016. Contudo, a Lenovo não dá mais detalhes se os telefones continuarão em seu portfólio no ano que vem, quando a reformulação na Motorola já estiver concluída e a empresa focar exclusivamente na linha "Moto by Lenovo".

É provável que os aparelhos continuem sendo desenvolvidos, mas sua versão final seja comercializada com outro nome - possivelmente essa nova logomarca criada pela Lenovo, que por sinal manterá a icônica letra "M" da Motorola. Além disso, a própria companhia reconhece que o Moto G (o modelo de 2014) é o smartphone de maior sucesso da história da empresa. Logo, não faria muito sentido descontinuar um dispositivo que, além de ter se saído bem nas vendas, trouxe de volta à Motorola o status de uma das maiores fabricantes do mundo mobile.

Também podemos citar o fato de que a empresa é bastante popular em mercados emergentes – incluindo o Brasil –, onde a maioria dos usuários opta por aparelhos intermediários mais baratos com quase as mesmas funções dos tops de linha. Prova disso é que, nos últimos anos, São Paulo foi palco do lançamento global de alguns gadgets da companhia, entre eles o Moto E e o Moto G 2015.

Em todo caso, as mudanças mais significativas sobre a "morte" da Motorola só devem ser sentidas a partir de 2017. Lembrando que o que vai morrer é a marca "Motorola", uma vez que a empresa Motorola Mobility continua na ativa para comandar a divisão de dispositivos móveis da Lenovo. Neste artigo explicamos alguns pontos principais nesse novo capítulo da criadora do telefone celular e o que esperar daqui para frente.

Com informações da assessoria da Lenovo e The Verge

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