Legisladores negros pedem que Uber diversifique perfis de seus líderes

Por Redação | 26 de Junho de 2017 às 18h37

Membros do Congressional Black Caucus (CBC — um dos caucus do Congresso dos Estados Unidos que representa os membros afro-americanos) enviaram uma carta à Uber pedindo que a companhia faça da diversidade uma prioridade na hora de contratar executivos de alto escalão, uma vez que faltam pessoas de outras etnias e gêneros ocupando essas posições.

A carta foi enviada nesta segunda (26) para Garett Camp, co-fundador da empresa detentora do aplicativo de transporte de passageiros, e seus autores fizeram questão de dizer que a Uber não tem nenhuma pessoa negra em cargos de alta liderança, e observa que os cargos que atualmente estão aguardando uma nova contratação poderiam ser preenchidos por representantes desta etnia.

De acordo com os argumentos do CBC, ocupar esses cargos com afro-americanos beneficiaria a luta no país, e o grupo ainda deseja que a Uber escreva, detalhadamente, como planeja diversificar mais seus cargos de liderança daqui para frente.

Em um depoimento, a Uber respondeu que está comprometida em tornar a companhia “mais diversificada e inclusiva em todos os níveis”, e disse, ainda, que continuará em contato com líderes de comunidades como o pessoal do CBC à medida em que trabalha para atingir esses importantes objetivos.

Crise corporativa

A Uber vem enfrentando uma crise corporativa que estampa as manchetes em todo o mundo. Há poucos meses, a companhia foi acusada de ter roubado documentos confidenciais da Waymo, a divisão de carros autônomos do Google. O processo judicial vem correndo ao longo dos meses, mas a companhia acabou demitindo Anthony Levandowski, seu então chefe da divisão de veículos autônomos, por conta do escândalo.

Paralelamente a esse caso, a companhia se viu demitindo mais de 20 funcionários acusados de assédio sexual, e também acabou afastando o ex-presidente de negócios da região Ásia-Pacífico porque ele adquiriu, ilegalmente, os registros médicos de uma vítima de estupro na índia.

Então, a companhia teve mais uma baixa, dessa vez demitindo Emil Michael, acusado de participar e de tentar esconder as polêmicas envolvendo casos de violência dentro da companhia. Poucos dias depois, em reunião para definir como acabar com o assédio dentro da empresa, um membro do conselho da Uber acabou fazendo uma piada sexista direcionada a Arianna Huffington. Tudo isso acabou culminando na renúncia do CEO e co-fundador da Uber, Travis Kalanick.

Em meio a esse cenário devastador, a empresa registrou um prejuízo de US$ 708 milhões somente no primeiro trimestre do ano.

Fonte: Cnet

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