Leadcomm aposta em internacionalização para retomar crescimento em segurança

Por Rafael Romer | 27 de Junho de 2016 às 22h14

Há dezoito anos atuando no mercado brasileiro, a empresa de serviços de segurança Leadcomm está apostando em seu primeiro processo de internacionalização para alavancar os negócios neste grande período de turbulência econômica no mercado nacional.

O plano de expansão já estava na mira da empresa há ao menos três anos e se efetivou em janeiro, após a contratação de um Country Manager baseado em Miami para gerenciar o negócio da empresa na América do Norte. A expectativa é de expandir a equipe local nos próximos meses.

Hoje, a principal oferta da Leadcomm é a da plataforma de monitoramento, proteção e auditoria de banco de dados, IBM Guardium, da qual a empresa é a única certificada na categoria Support Providing Partner da América Latina. A solução deverá ser a principal oferta da empresa também nos Estados Unidos – mirando principalmente no grande número de instituições financeiras em regiões como Nova Iorque.

"Muitas já têm Guardium, mas eventualmente não tiveram uma empresa que implementasse da forma ideal", explicou Cesar de Afonseca, CEO da Leadcomm, em entrevista ao Canaltech na última quinta-feira (23), durante a Ciab Febraban. "Nós temos muitas oportunidades lá, como vendas novas até serviços para quem já é cliente, recursos para melhorar o nível de maturidade do produto e instalação de novas versões".

A expectativa é que fatores como o aumento do dólar no Brasil deixem a oferta da empresa mais competitiva no exterior, o que deve levar os novos negócios nos Estados Unidos a ajudarem a empresa a retomar o crescimento, que desacelerou em 2015.

Ao mesmo tempo, a empresa está reestruturando o discurso de venda para a plataforma Guardium no Brasil, mirando agora diretamente em áreas de negócios ao invés de áreas de TI e segurança, na tentativa de abordar a importância da proteção de banco de dados como garantia do bom funcionamento do negócio.

Após um período crescimento a taxas de em média 20% ao ano no país até 2014, de acordo com o CEO da empresa, o momento agora é de se reorganizar neste período "sabático de negócios", com a implementação de novas ferramentas de gestão e entrega de serviços para, junto com a operação nos Estados Unidos, crescer até 40% neste ano e compensar a turbulência de 2015.

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