Lançamento do Apple Watch continua causando problemas para a Apple

Por Redação | 23.04.2015 às 09:25

Informações desencontradas, falta de clareza e incertezas têm sido a tônica dos dias que antecedem o lançamento do Apple Watch nos Estados Unidos, marcado para acontecer nesta sexta-feira (24). Tudo porque a empresa decidiu mudar sua política e, em vez das filas gigantescas nas portas de suas lojas, investiu em um sistema de pré-compra online. A decisão, segundo os rumores, foi tomada visando lidar da melhor maneira possível com os problemas de fabricação que podem acabar minando a disponibilidade do produto em todo o mundo.

Em um vídeo divulgado aos funcionários das lojas da empresa e, claro, vazado para a imprensa, a diretora de varejo da Apple, Angela Ahrendts, admite que os lojistas estão sendo “bombardeados por perguntas” e, muitas vezes, podem não saber exatamente o que dizer em resposta a elas. Entre os principais questionamentos estão dúvidas sobre em que data o Watch será recebido por quem realizar a pré-compra. E é aí que está o grande enrosco para a fabricante.

De acordo com informações não confirmadas oficialmente, existe uma certa preocupação entre os executivos da empresa quanto ao fato de que muitos consumidores que compraram o aparelho na pré-venda podem não recebê-lo no dia 24. Rumores apontam que todo o estoque disponível teria esgotado em 10 de abril, primeiro dia de vendas antecipadas, mas que mesmo sem saber como faria para atender a demanda a Apple continuou vendendo o produto.

Além disso, muitos consumidores não teriam entendido a lógica do lançamento da vez. Acostumados a grandes filas e a rezar para chegarem a tempo de comprar uma unidade dos novos gadgets da empresa, os clientes não teriam entendido que, no caso do Apple Watch, toda a venda acontece online. Ou seja, de nada adianta ir a uma loja da marca com dinheiro no bolso, uma vez que as unidades disponíveis lá são apenas para experimentação. Para completar, ainda não existe uma data para disponibilização física do relógio, o que vem causando bastante confusão.

Esse foi um dos pontos que Ahrendts fez questão de deixar bem claro em seu vídeo. Ela instrui os funcionários a pedirem que os clientes não compareçam às lojas buscando o Apple Watch no dia 24 de abril, de forma a minimizar a frustração que esse tipo de lançamento pode acabar causando naqueles que estão desinformados.

No passado, a executiva já afirmou, em memorandos internos que acabaram vazando na imprensa, que os dias de clientes esperando horas e horas em filas estavam contados. Ela se referia não apenas ao Apple Watch, mas também aos novos MacBooks, produtos que, apesar de causarem menos hype que os dispositivos mobile da Maçã, também são responsáveis por levar muita gente às lojas na data de lançamento.


Mas, acima de tudo, chama a atenção o fato de um produto que já é sucesso antes mesmo de sua chegada às lojas também esteja causando tantos problemas para a empresa. As dezenas de rumores sobre problemas de fabricação e falhas nas unidades de produção do relógio inteligente se refletem em informações como as divulgadas por Ahrendts e teriam sido as principais responsáveis pela mudança na forma de lançamento que parecia tão tradicional para a Apple.

Hoje, a ideia geral é que a produção do Apple Watch chega a ser inferior ao volume de compras do produto e há relatos de usuários que teriam sido informados que receberiam seus relógios apenas em agosto. O comunicado da executiva não confirma os rumores, mas deixa claro que existe muita incerteza em relação à chegada do produto, que já teria vendido milhões de unidades.

Quanto ao Brasil, essa falta de informação é ainda maior. Por aqui, ainda não existem informações sobre lançamento e, provavelmente, a Apple só vai começar a pensar em disponibilidade internacional depois que os problemas de seu mercado doméstico estiverem solucionados.

Fonte: Business Insider