Lâmpadas incandescentes têm venda proibida a partir desta sexta-feira (1)

Por Redação | 30 de Junho de 2016 às 20h33

A partir do dia 1º de julho as antigas lâmpadas incandescentes terão sua comercialização proibida em todo o território brasileiro. A proibição vale para as lâmpadas com potência de 41W a 60W que não atendem aos níveis mínimos de eficiência energética, de acordo com informações do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O órgão fiscalizará o varejo, e comerciantes que não atenderem à nova lei estarão sujeitos a multas com valor entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão. Na mesma data também passa a valer a restrição da fabricação e importação de lâmpadas de 25 a 40W – somente serão aceitos os modelos que atendem aos novos índices de eficiência determinados pelo Inmetro. Na prática, é como se o órgão estivesse declarando o fim das lâmpadas incandescentes no mercado nacional, já que a maioria delas faz parte da classe proibida.

O prazo para que essas lâmpadas sejam definitivamente banidas do mercado brasileiro vai até junho de 2017, então os comerciantes terão cerca de um ano para se adaptarem às novas normas. A substituição desse tipo de lâmpada já vem sendo feita de forma gradativa desde 2014: as de 60W (que eram as mais populares) já foram proibidas do comércio desde junho do ano passado, enquanto as acima de 75W tiveram sua proibição decretada em junho de 2014.

“Em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Hoje, esse número inverteu. Agora, somente 30% das residências usam as incandescentes, que deixarão de ser comercializadas no Brasil, seguindo uma tendência mundial recomendada pela Agência Internacional de Energia”, disse Marcos Borges, responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem.

De acordo com orientações da Abilumi (Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação), a ideia é substituir essas lâmpadas por modelos mais eficientes, como as fluorescentes compactas e as lâmpadas LED. “Há pelo menos um critério básico que ajuda o consumidor a fazer essa comparação: a relação entre a vida útil da lâmpada e o preço”, afirmou Georges Blum, presidente da associação. “A redução nos gastos com a conta de luz impacta diretamente no orçamento doméstico. A eletricidade consumida pela iluminação pode representar até 20% dos gastos de uma família, o que não é pouco. Ao longo de um ano, se somados os valores economizados com apenas uma lâmpada substituída, a economia pode chegar a R$ 25. Se trocar quatro lâmpadas, são R$ 100 economizados por ano”, completou o especialista.

Enquanto a lâmpada incandescente, que funciona basicamente da mesma forma de quando criada por Thomas Edison, tem vida útil média de 750 horas, as fluorescentes apresentam vida útil de cerca de 8 mil horas. Apesar dessas custarem quase 5 vezes mais do que as lâmpadas antigas, sua durabilidade faz compensar esse gasto. Já as lâmpadas de LED duram até 50 vezes mais e são 80% mais econômicas do que as incandescentes, também sendo uma boa opção.

Fontes: G1, Maxpress

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