Kayak expande operações na América Latina para ganhar espaço com metabusca

Por Rafael Romer | 07 de Março de 2016 às 09h01
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A plataforma de pesquisas de viagens Kayak começa o ano apostando pesado no mercado latino-americano. A partir deste trimestre, a empresa dobra sua operação na região, abrindo a localização de seus serviços no Chile, Colômbia e Peru.

Os três novos mercados se juntam às operações da empresa no Brasil, Argentina e México e mostram o potencial da região para o setor de turismo - que tem se mantido aquecido mesmo com a desvalorização de moedas locais frente ao dólar nos últimos meses.

Para apoiar a expansão, a empresa fechou novas contratações e deve reforçar ainda mais os times que administrarão os novos mercados remotamente com novos profissionais em vendas e gerenciamento de contas. Esses profissionais, inclusive, ficarão baseados nos escritórios da empresa no Brasil e México. A expectativa é que contratações em solo sejam feitas conforme os negócios avancem nas três novas localidades.

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De acordo com Nicolas Scafuro, diretor do Kayak para a América Latina, apesar de ser uma plataforma global online, a localização da operação permite à Kayak criar ofertas mais atrativas para usuários dos mercados nos quais a empresa desembarca.

Além da tradução de conteúdo, disponibilizar opções de pagamento em moeda local e fechar parcerias com players regionais, como companhias aéreas e agências de viagem, torna os serviços da plataforma mais "familiares" para consumidores de cada mercado. Com isso, a ideia é aumentar a probabilidade de que o usuário utilize o Kayak para organizar sua viagem.

Com a expansão, a empresa também tem a expectativa de tornar o serviço de metabusca mais reconhecido no mercado latino-americano, uma região onde esse tipo de ferramenta ainda é pouco utilizado para planejamento de viagens.

Segundo Scafuro, as estimativas da Kayak é que apenas 10% dos usuários da região iniciam suas buscas em uma ferramenta de metabuscas para descobrir oportunidades e ofertas quando querem encontrar voos ou reservas de hotel mais baratos. Em mercados maduros, como Estados Unidos e Europa, os índices variam de 40% a 55% dos viajantes. Na China, esse tipo de ferramenta já é a primeira a ser utilizada por mais de 70% dos que viajam.

"Ainda existe muita confusão entre os consumidores do papel de uma ferramenta como o Kayak, por exemplo, como o papel de uma agência de viagem online. A gente é bem diferente de uma Decolar. A gente não vende nada, mas tenta ajudar o consumidor a encontra o melhor preço em vários lugares", explicou o executivo. "A boa notícia é que o mercado está crescendo, cada vez mais as pessoas se sentem confortáveis para fazer uma compra online e em usar a internet para procurar as melhores opções".

A empresa não revela dados locais sobre seu crescimento, mas afirma que 2015 foi um ano de expansão positiva na região, principalmente no Brasil. Por aqui, a operação começou em maio de 2014. Mesmo com a subida do dólar, turistas acabaram vendo a ferramenta como uma "mão na roda" para procurar por alternativas mais baratas para viajar.

No Brasil, um dos impactos disso foi o aparecimento de destinos do Caribe como os mais buscados do ano de 2015: Oranjestad, em Aruba, foi o destino internacional mais procurado na Kayak por usuários daqui, ultrapassando Miami, na Flórida - tradicionalmente o local mais visitado por brasileiros que viajam para o exterior. Simpson Bay, na Ilha de São Martinho, também esteve entre os dez destinos mais buscados por turistas nacionais.

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