Investir para reduzir custos: a saída para um 2015 melhor

Por Colaborador externo | 12 de Abril de 2015 às 00h51

Por Nei Tremarin*

As previsões para 2015 certamente não são das mais otimistas. Analistas do mercado financeiro esperam uma retração da economia para este ano, causada pelas recentes medidas de reajuste promovidas pelo Governo e a desaceleração da economia chinesa. Segundo o FMI, economias emergentes, como é o caso do Brasil, serão impactadas pelas revisões para baixo do crescimento nas exportações de matérias-primas. Como lidar e, principalmente, como ainda crescer inserido neste cenário de instabilidade?

Um dos principais segredos para sobreviver a períodos de crise como este é não abrir mão de bons investimentos. Ou seja, não fazer o que a maioria das empresas faz: não se planejar e economizar no curto prazo. Na ânsia por melhorar os resultados, muitas companhias buscam a redução de custos a qualquer preço e deixam de enxergar boas oportunidades. Vislumbram apenas o corte de gastos e o resultado imediato já no balanço do mês seguinte. Este, certamente, não é o melhor caminho. Existem sim, boas alternativas de investimento em épocas de crise.

Temos que ir muito além quando o assunto é reduzir custos e promover o corte de gastos. O “pensar fora da caixa” tem que ser usado nestes períodos, não somente para criar novos produtos. Podemos ser inovadores em investimentos que reduzem custos e aumentar a eficiência das empresas. Nestas épocas de vacas magras, a tecnologia pode ser nosso principal aliado. Processos bem desenhados e enxutos impactam diretamente nos negócios de qualquer empresa, mas no médio/longo prazo. O retorno de investimento é perceptível quando são realizados aportes assertivos em tecnologia, mas é preciso ter calma para atingir os resultados e conseguir combinar as expectativas dos envolvidos.

Investimentos planejados em determinadas tecnologias podem trazer benefícios como o aumento da produtividade dos colaboradores e a otimização de recursos. Pode parecer lugar comum falar sobre estas vantagens, mas elas, de fato, trazem retornos expressivos. A área de compras é onde a empresa mais sente os benefícios de um investimento bem feito em tecnologia e otimização de processos. A transparência, o compliance, a redução de custos são sentido já no início dos projetos. O e-Procurement e as aplicações de Sourcing são exemplos destas tecnologias. São modelos otimizados de compra de produtos e/ou serviços através da internet que se integram aos sistemas de gestão das empresas. Parece simples e óbvio, mas muitas organizações ainda não descobriram as vantagens da automatização dos processos de compras.

Diversas empresas ainda adquirem insumos e suprimentos da maneira tradicional: Uma equipe é responsável por levantar fornecedores para cada item a ser comprado; ocorrem a tomada de preços e abertura de concorrência; depois de decidido o parceiro, iniciam-se as conversas – para adequar preços, taxas e prazos. Além de demandar muito tempo, este ciclo manual também impede as melhores e verdadeiras negociações: descontos de acordo com a quantidade, frequência de compra e tantos outros fatores que influenciam os momentos decisórios.

Investir na implementação de tecnologias como o e-Procurement e o Sourcing é sinônimo de redução de custos com atrasos de entrega, diminuição do tempo da equipe de compras focado em tarefas operacionais e, principalmente, escolha dos melhores fornecedores e negociação dos melhores preços de acordo com as necessidades da sua empresa. Ao mesmo tempo, a automação destes processos promove a competitividade saudável entre os mais diversos fornecedores.

Os motivos para apostas em tecnologia são inúmeros, entretanto, é preciso coragem para levantar esta bandeira e defender os investimentos mesmo com cortes dentro das companhias. O ano de 2015 exigirá esta coragem e as empresas que a tiverem sairão na frente nos próximos anos. Somente com a união de processos e tecnologia será possível melhorar os procedimentos e, por consequência, descobrir as melhores oportunidades de negócios, sobreviver e crescer neste ano de incertezas.

*Nei Tremarin é CMO (Chief Marketing Officer) do Mercado Eletrônico.

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