Investidores europeus devem assumir controle da Nextel Brasil

Por Redação | 06.06.2017 às 12:18

A NII Holdings, controladora da Nextel no Brasil, anunciou nesta terça-feira (06) a aprovação de um acordo que vai permitir à holding escandinava AINMT a aquisição de 30% da operadora. O negócio, que tem um valor inicial de US$ 50 milhões, pode evoluir em até quatro vezes esse valor, garantindo que os europeus assumam controle majoritário da companhia.

Inicialmente, o valor será usado para aquisição da Nextel Holdings, uma das subsidiárias da NII. Na sequência, a AINMT terá a opção de investir mais US$ 150 milhões no negócio, assumindo o equivalente a 60% do capital da operadora, com os 40% permanecendo com os controladores atuais.

A primeira fase do negócio está marcada para acontecer até o dia 15 de novembro, com o restante do investimento a ser realizado até 31 de janeiro do ano que vem. Por fim, a expectativa é que todo o processo seja finalizado até o encerramento do primeiro trimestre de 2018, devido à necessidade de aprovações regulatórias e verificações antitruste, bem como correções em dívidas e garantias da empresa.

Para a Nextel, o aporte de dinheiro marca um grande passo adiante em sua estratégia atual de expansão, focada na ampliação da base de clientes. Em comunicado oficial, a empresa disse que o negócio trará mais solidez para as atividades e maior confiança da parte dos clientes, com a continuidade dos investimentos no mercado nacional.

O processo de busca de financiamento para levar adiante suas operações já está em andamento há algum tempo, com grandes operadoras como a Vivo, TIM e Claro já tendo sido citadas até mesmo como possíveis compradoras da operadora. O fechamento de um acordo com uma holding escandinava, entretanto, pegou o mercado de surpresa.

Ainda assim, as empresas podem voltar à mesa de negociações pelo fato de que o aporte de US$ 200 milhões dificilmente será suficiente para resolver todos os desafios da Nextel. A operadora pode voltar a necessitar de uma injeção de capital no futuro, passando adiante mais parcelas de participação, por mais que a maioria delas seja da AINMT.