Investidores da Uber questionam qual o custo real das corridas com o app

Por Redação | 23 de Agosto de 2017 às 20h00

Nesta semana, a Uber deve divulgar seus resultados financeiros para o 2º trimestre de 2017, e, com a revelação, os investidores da companhia esperam ter uma nova visão sobre as possibilidades de a empresa voltar a ser lucrativa. Além disso, eles estão questionando qual o verdadeiro custo de uma corrida com o aplicativo.

Esse questionamento é essencial para que os executivos consigam determinar o valor da Uber Technologies, que construiu seu modelo de negócios em cima de subsídios para motoristas e passageiros, mas vem registrando prejuízos intensos muito dado aos escândalos em que a empresa se envolveu recentemente.

Apesar de ser uma empresa de capital fechado, a Uber divulga resultados financeiros trimestrais publicamente, e teve um prejuízo de 708 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano. É esperada uma melhoria nos resultados do segundo trimestre, mas a companhia segue investindo pesado em alguns mercados.

Em meio a esse cenário, os investidores da Uber se questionam o quanto a empresa realmente vale. Segundo a Benchmark Capital, uma das principais investidoras da companhia, a Uber deve valer mais de US$ 100 bi em breve, mas investidores externos acreditam que a empresa vale menos do que a atual avaliação, que é de US$ 68 bi.

De acordo com um executivo da Uber, o novo sistema de tarifa antecipada, que exibe aos passageiros o valor da corrida antes de seu início, é uma das principais estratégias da companhia para resolver seu problema de preços. Esse valor antecipado permite que a empresa cobre mais, sem aumentar explicitamente o valor da tarifa por milhas.

O novo sistema usa um algoritmo para otimizar o preço das corridas, minimizando as perdas. Por exemplo, quando alguém pede uma corrida pelo UberPOOL, o carro faz uma rota cujas chances de outro usuário compartilhar a corrida são menores, sendo cotado um preço mais alto para que a empresa não banque o custo do compartilhamento, segundo o executivo, que pediu para não ser identificado. Ele também revelou que a empresa reduziu seus subsídios gerais, e ficou melhor em segmentar sua promoções a motoristas e passageiros.

Fonte: Reuters

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