Intel quer ampliar oferta de sexta geração para compensar mercado fraco em 2016

Por Rafael Romer | 25 de Novembro de 2015 às 19h17
photo_camera Divulgação

A Intel Brasil deverá ampliar a oferta de seus processadores de sexta geração a partir do primeiro trimestre do ano que vem para garantir mais opções de dispositivos embarcados com a tecnologia e compensar a esperada queda de vendas de PCs no mercado nacional, afirmou o presidente da companhia no Brasil, David Gonzalez, nesta quarta-feira (25).

A empresa tem uma expectativa conservadora para o mercado de dispositivos no Brasil, com estimativas que apontam para um recuo de até 20% em setores com o de PCs - um número que seria semelhante a diminuição observada no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014. Globalmente, a área de dispositivos representa 60% do faturamento da Intel, que espera crescer 4% em receitas no mundo em 2016.

Ainda assim, a empresa espera bater o próprio recorde de adoção da sexta geração no país, comercializando mais aparelhos com a nova tecnologia de processamento em 2016 do que com a geração anterior, lançada em 2015 no Brasil. "Mesmo com o mercado macro encolhendo, se o nosso planejamento começar com antecedência, estamos convencidos que existe demanda para essa tecnologia, como no setor empresarial", afirmou o executivo.

Para incentivar a adoção da sexta geração mesmo no cenário de retração, a organização deverá intensificar o trabalho junto a fabricantes e canais de vendas para garantir um leque de varejistas maior com opções de dispositivos de sexta geração já no primeiro trimestre do ano.

Em 2015, a quinta geração já teve a transição mais rápida de tecnologia da história da Intel no país, batendo pela primeira vez a marca de 1 milhão de dispositivos embarcados com a quinta geração comercializados no ano de lançamento da tecnologia.

"Esse esforço foi significativo neste ano com a quinta geração, mas tivemos vários aprendizados e estamos trabalhando com eles na sexta geração", disse Gonzalez. "A tendência histórica era da coexistência de várias gerações no Brasil, mas similar com o que fizemos com a quinta geração, queremos fazer uma migração para sexta o mais rápido possível".

Fora do mercado de dispositivos, a empresa deve apostar no crescimento do setor de Internet das Coisas (IoT) e data centers no Brasil para garantir os negócios locais, puxados pela busca de empresas por ganhos em eficiência.

Mesmo que ainda represente um faturamento pequeno, a Intel estabeleceu no ano passado que quer atingir um negócio sustentável de US$ 2,5 bilhões e crescimento anual de 20% a 30% em IoT. Por aqui, as ofertas de IoT deverão alavancar a demanda de organizações por reduções de custos, mostrando as vantagens financeiras de ter sistemas automatizados dentro de casa.

"Há uma tremenda experimentação em IoT com vários players do mercado na parte de consumo, mas um segmento de destaque é o industrial, para automação", comentou Gonzalez.

Já para data centers, a organização deverá focar em sistemas de segurança e em ofertas de big data no Brasil. Não há uma expectativa regional para expansão do setor, mas a empresa espera aumentar o faturamento global nesse mercado em 15% no ano que vem.

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