Intel faz maior aquisição da sua história por US$16,7 bi e ganha espaço em chips

Por Rafael Romer | 29 de Dezembro de 2015 às 13h04
photo_camera Divulgação

A Intel completou nesta segunda-feira (28) a compra da fabricante de chips programáveis norte-americana Altera Corp. por US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 64 bilhões), confirmada como a maior aquisição da história da empresa e expandindo a sua presença no mercado de processadores.

Com a aquisição, a Intel se torna agora a segunda maior empresa do mundo no setor de chips que podem ser programados após a fabricação. Um dos principais interesses da organização com a compra está na linha de processadores com matrizes de portões programáveis (FPGAs) da Altera, que deverá ser expandida com a confirmação da aquisição.

Os chips programáveis dão um novo folêgo para a Intel colocar ainda mais capacidade de processamento de seus sistemas sem ter que aumentar a quantidade de transistores, na tentativa de ampliar o fornecimento de tecnologia para clientes com grandes demandas de computação, como os gigantes Facebook, Google e Microsoft — hoje usuários dos processadores Xeon. Com a nova tecnologia, a empresa também ganha mais força para depender menos do mercado de PCs, que sofre um processo forte de desaceleração.

Já em 2016, a Intel deve começar a vendar seus primeiros pacotes de chips Xeon que incluem FPGAs da Altera. Outras linhas de processadores da Intel também deverão receber circuitos FPGAs no futuro.

A estimativa da empresa é que a utilização das tecnologias em conjunto pode trazer uma melhoria de 30% a 50% na velocidade dos sistemas, com benefícios "drásticos" para tarefas como reconhecimento facial. Já para a linha de processadores Atom, a FPGA poderia auxiliar a companhia em setores como sistemas automotivos, já que a habilidade de reprogramar chips após a fabricação pode trazer novas funções para os veículos após a venda para os consumidores.

Fonte: The Wall Street Journal

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.