Intel dobra bonificações em busca de mais diversidade em sua força de trabalho

Por Redação | 05 de Agosto de 2015 às 09h04
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Para aumentar a diversidade em sua força de trabalho, a Intel anunciou que vai dobrar a bonificação dada aos funcionários que indicarem mulheres, pessoas de quaisquer minorias e veteranos de guerra para ocuparem novos cargos disponíveis na empresa.

De acordo com a companhia norte-americana, o bônus passou dos US$ 2.000 para pouco mais de US$ 4.000. "A Intel está comprometida em aumentar a diversidade em nossa força de trabalho. No momento, estamos oferecendo aos nossos funcionários um incentivo adicional para nos ajudar a atrair diversos candidatos qualificados em um ambiente competitivo para o talento", declarou a entidade em um comunicado oficial enviado à imprensa.

Para a Intel, numa indústria dominada por homens brancos, contratar pessoas que fogem a esse estereótipo é fundamental para elevar a competitividade no mercado. No final de 2014, dos quase 54 mil empregados da companhia, mais de 75% deles eram homens e 56% do total eram pessoas brancas. Apenas 8% dos profissionais eram de origem latina e 3,5% eram afrodescendentes.

Em janeiro deste ano, Brian Krzanich, CEO da Intel, admitiu o problema da diversidade durante uma palestra na CES. Na época, o executivo anunciou um investimento de US$ 300 milhões com o objetivo de aumentar a diversidade no mercado de tecnologia, tanto interna quanto externamente. Inicialmente, os trabalhos serão localizados nos escritórios e departamentos gerenciais da companhia, com um ideal de representatividade de grupos minoritários que deve ser atingido até 2020. Isso inclui um foco maior na contratação de mulheres, homossexuais e negros, por exemplo.

"Uma maior diversidade na equipe de desenvolvimento é o melhor caminho para uma maior conexão com o público, uma vez que o primeiro acaba sendo um reflexo do segundo, o que gera mais oportunidades, produtos melhores e, acima de tudo, mais entendimento", destacou Krzanich.

A Intel não é a única empresa dedicada a reverter esse quadro. Em maio, o Google se comprometeu a investir US$ 150 milhões em iniciativas de diversidade para aumentar o número de trabalhadores mulheres, negros e hispânicos em seus escritórios nos Estados Unidos. Além disso, a companhia pretende gastar 20% do tempo dos funcionários em prol de reuniões que vão discutir o preconceito inconsciente no ambiente de trabalho. Outro ponto do programa de diversidade do Google é o incentivo ao público feminino a se interessar mais por programação, engenharia e outras áreas essenciais para o funcionamento do Google como um todo.

Fora o Google, a Apple também já manifestou seus planos para aumentar a diversidade dentro de suas instalações. Em março, a Maçã anunciou um investimento de US$ 50 milhões em políticas de diversidade no mercado para garantir a criação de vagas de emprego a serem ocupadas por mulheres, minorias e veteranos de guerra. Já o Facebook revelou em junho um novo programa de inclusão para contratar minorias.

Fontes: The Wall Street Journal, CNET

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