Intel anuncia demissão de aproximadamente 12 mil empregados

Por Redação | 19 de Abril de 2016 às 20h53
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O mercado de PCs não anda fácil para a Intel. Devido a maus resultados no segmento, a tradicional fabricante de chips anunciou nesta terça-feira um corte de cerca de 12 mil empregados em todo o mundo, o que equivale a 11% de toda a sua força de trabalho.

De acordo com a fabricante, os cortes apontam uma nova direção para a multinacional, que destinará recursos e pessoal para áreas como chips para infraestruturas de data center, dispositivos móveis e Internet das Coisas. O anúncio das demissões acompanhou o relatório financeiro para o primeiro trimestre fiscal de 2016 da empresa.

Conforme apontou o documento, a companhia teve no trimestre o seu pior número de remessas de chips na história, o que segundo analistas obrigou o CEO Brian Krzanich a fazer os cortes mais drásticos desde que assumiu o comando da companhia. A empresa não deu detalhes de como ou onde conduzirá as demissões.

A decisão se traduz nos números. A divisão de client computing da Intel, responsável pelos chips para PC, teve uma receita de US$ 7,5 bilhão, um recuo de 14% em relação ao trimestre anterior. A queda se reflete nos números globais do mercado de PC: segundo o IDC, o segmento teve uma queda de 9,6% no primeiro trimestre de 2016, sexto trimestre consecutivo de perdas.

Apesar dos maus resultados na parte de PCs, a empresa teve lucro de US$ 2,05 bilhões, 2,7% a mais do que teve no mesmo período em 2015. A receita bruta da multinacional ficou em US$ 13,7 bilhões, 7,2% a mais que no primeiro trimestre de 2015. Para o segundo trimestre do ano, a companhia espera uma receita de US$ 13,5 bilhões.

Para analistas, a margem de lucro da Intel é mantida pelos chips de alta performance, mais caros e que já representam a maior parte das vendas da companhia norte-americana. Além disso, a parte de produtos para data center também segurou parte das finanças da empresa, com um faturamento de US$ 4 bilhões, crescimento de 9% no ano.

Os cortes anunciados pela Intel representam a maior onda de demissões na companhia desde 2009, quando a empresa lidou com a crise financeira da época. Atualmente o problema é outro: ano a ano, a fabricante está registrando índices de crescimento de receita na casa do 1%, ou seja, quase nada.

O número de demissões é alto, mas a empresa já trabalhou em estruturas bem mais enxutas. A força de trabalho da Intel figurava acima dos 105 mil desde 2012, mas em 2009 estava na casa dos 80 mil. O influxo de novos funcionários veio também de aquisições grandes como a McAfee em 2011 e Altera no ano passado.

Fonte: Bloomberg

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