Intel compra startup italiana do setor de carros autônomos

Por Redação | 05 de Abril de 2016 às 12h30

A Intel anunciou nesta terça-feira (05) uma aquisição importante para o setor da Internet das Coisas e dos veículos autônomos. A fabricante anunciou a aquisição da Yogitech, uma startup italiana que trabalha com sistemas de “segurança funcional” nos carros que se dirigem sozinhos. Os valores do negócio não foram revelados.

A tecnologia desenvolvida pela companhia funciona como uma espécie de verificação digital em tempo real. Sistemas de “segurança funcional” são essenciais não apenas em veículos autônomos, mas todo tipo de tecnologia que funcione por si só, pois garantem que todos os componentes e peças estão funcionando como deveriam. Em caso de anomalias, avisos visuais e sonoros são exibidos para que os humanos possam assumir o controle e resolverem o problema ou interromperem a utilização.

Para a Intel, trata-se de mais uma forma de fortalecer sua produção de sistemas para a indústria automotiva. Comentando a aquisição, o vice-presidente de engenharia e desenvolvimento de plataformas da empresa, Ken Caviasca, disse que a esmagadora maioria das pesquisas com carros autônomos possui pelo menos algum tipo de componente da marca sendo utilizado. Com a tecnologia da Yogitech, a ideia é aumentar ainda mais a inserção desse mercado e o fornecimento de dados para as fabricantes do ramo.

A companhia italiana já era uma startup antes mesmo desse conceito existir. Fundada em 2000, a empresa recebeu a atenção de setores do governo do país e autoridades locais, mas desde sua fundação, havia recebido apenas cerca de US$ 3 milhões em investimentos. Agora, ela deixa de existir como uma empresa independente e passa a fazer parte do braço de Internet das Coisas da Intel.

A ideia é que os sistemas da Yogitech sejam integrados de forma direta aos da Intel, voltados para carros autônomos. Entretanto, ainda é cedo para que a empresa fale como tudo vai funcionar daqui em diante. Nem mesmo os termos da negociação foram revelados – além da fusão em si, a fabricante não disse o valor que pagou pela italiana.

Fonte: Intel