Intel anuncia sétima geração de processadores Kaby Lake

Por Felipe Demartini | 30 de Agosto de 2016 às 10h00

A nova família de processadores da Intel está aqui, e, como prometido pela empresa, chegam ainda neste ano. A empresa anunciou, nesta semana, sua sétima geração de CPUs com arquitetura de 14 nanômetros e um processo integrado de design e fabricação feito não apenas pelos engenheiros da própria Intel, mas também em parceria com fabricantes. Com isso, a promessa é que os chips sejam os mais rápidos e versáteis já criado pela empresa.

Isso, claro, já era de se esperar de uma nova geração, mas, para a companhia, a gama de capacidades que os processadores são capazes de atender e os diferentes interesses que serão contemplados pela nova família são o grande diferencial. Aqui, a Intel leva em conta diversos perfis de utilizadores e tem um desafio: criar uma solução que atenda a todos de forma rápida e dinâmica.

Karen Regis, diretora de marketing mobile da marca, acredita que a empresa foi capaz de fazer isso e cita o PC como um disposto darwiniano: “ele se adapta às necessidades do mercado e de cada usuário, de maneira completa”. É justamente nessa variedade de utilizações e expectativas, que vão desde o usuário casual que procura um misto de notebook e tablet até o profissional de vídeo ou criação, que precisa de altíssima performance, que a empresa baseou o desenvolvimento de sua nova geração de processadores.

Esse trabalho se mostra em números. De acordo com a companhia, a sétima geração de processadores traz uma melhoria de, no mínimo, 12% em relação às gerações anteriores. Além disso, o sistema é capaz de fazer mais com menos – houve ganho de desempenho, mas com uma queda de 20% no gasto de energia.

Intel 7a geração

Isso se dá não apenas pelo processo de fabricação, mas também pelo uso de sensores que, de acordo com Regis, são capaz de levar esse ganho de performance ainda mais além. Os dispositivos são capazes de detectar a demanda do usuário e entregar o desempenho de acordo com isso, mantendo o computador resfriado e funcionando sem engasgar ou enfrentar problemas.

Além disso, a fabricante promete estar dentro de alguns dos PCs mais finos já lançados no mercado. Também por conta de sua tecnologia de produção, ela espera ver, pelas mãos dos parceiros, PCs conversíveis com 7 mm de espessura e notebooks com 10 mm, quando fechados, garantindo que a performance venha acompanhada de design e beleza.

O segredo está no passado

Por mais que teça muitas comparações com a geração passada de processadores, entretanto, a Intel sabe que está em um marcado diferente. Agora, os usuários não trocam de máquina ano após ano, como acontece com smartphones, e muitas vezes têm ainda aparelhos de mais de cinco anos em utilização, que somente são substituídos quando estragam.

É justamente esse público que deve sentir a maior melhoria com a nova geração. A Intel promete ganhos de até 70% em relação a equipamentos com cinco anos de idade, com uma velocidade quase sete vezes maior na renderização de vídeos em resolução 4K e visualização de mídia sem lags ou engasgos mesmo em serviços de streaming que utilizem o aspecto Ultra HD.

Isso vale tanto para máquinas conectadas à tomada quanto à bateria. A melhoria no consumo de energia permitiu que a fabricante garantisse uma autonomia 75% maior para notebooks em execução de vídeos 4K. Isso acontece por meio de um sistema de processamento dedicado exclusivamente à mídia, capaz de trabalhar de forma dedicada com arquivos do tipo e funcionando lado a lado com os sensores, garantindo o máximo de performance necessária durante todo o tempo.

Esperança no mercado

Intel 7a geração

Tais atributos mostram sua cara também para quem resolver trocar um computador comprado nos últimos anos. E, aqui, a norte-americana volta seus olhos para as máquinas 2 em 1, que fazem as vezes de computador e tablet ao mesmo tempo, e estão acelerando o processo de renovação de hardware por parte dos usuários.

E enquanto as notícias de desaceleração do mercado de PCs ainda aparecem na imprensa, a Intel enxerga com bons olhos o movimento desse tipo de dispositivo, que, segundo ela, tem adiantado a compra de computadores de 8 a 18 meses. Sendo assim, a empresa enxergou a necessidade de melhorar ativamente a cada geração, em vez de entregar pequenas melhorias a cada nova família de processadores.

Essa proposta se reflete na quantidade de máquinas que serão disponibilizadas com a nova arquitetura. A Intel promete ter 100 dispositivos com a sétima geração de processadores no mercado mundial a tempo da temporada de Natal, quando as vendas de máquinas se aquecem. Em janeiro, chegam os produtos corporativos e voltados para usuários e mercados de alta performance, e a ideia é levar o total de aparelhos disponíveis a mais de 350.

A empolgação toda foi suficiente para que a Intel adicionasse um “tock” adicional a seu ritmo de lançamentos, normalmente baseado na introdução de um chip menor em um ano, seguido pela otimização no seguinte. Aqui, temos mais uma etapa de melhorias antes da chegada de uma arquitetura de 10 nanômetros, que ainda está em desenvolvimento.

Por enquanto, entretanto, as informações técnicas ainda estão faltando. Na apresentação preliminar sobre a sétima geração de processadores, não foram revelados preços ou dados como o clock dos processadores e outras informações técnicas. A data de chegada dos componentes ao Brasil também é desconhecida.

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