Intel acredita que lançamento do Windows 10 não aumentará venda de PCs

Por Redação | 25 de Maio de 2015 às 16h05
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O mercado de computadores pessoais tem se esforçado para bater de frente com o crescimento sem precedentes dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Uma das grandes expectativas dessa indústria para 2015 é o lançamento do Windows 10, que até o momento tem sido bem avaliado pela imprensa e por testadores da versão beta. Mas a Intel não está tão animada quanto ao desempenho do próximo sistema operacional da Microsoft.

De acordo com a empresa, nem mesmo a chegada da nova plataforma fará com que as vendas de PCs aumentem de forma significativa neste e nos próximos anos. Na opinião da companhia, a indústria passará por uma nova transição, mas que afetará apenas o software, e não o hardware. Ou seja, os usuários vão preferir atualizar suas máquinas atuais em vez de comprar um novo aparelho, especialmente agora que o Windows 10 será oferecido de graça para quem já tem o Windows 7 ou Windows 8.1

"Estamos passando por outra transição, [que envolve] atualizações do Windows 10", disse o CEO da Intel, Brian Krzanich, em uma conferência para investidores na última semana. "Estamos vendo empurrões a cada trimeste, mas continuaremos levando em conta a visão da previsão de longo alcance: o mercado de PCs deve se estabilizar ou decair de forma razoável a longo prazo".

No ano passado, mais de 95% do lucro operacional da Intel veio da venda de chips para PCs. Mesmo assim, a empresa reconhece que o mercado de computadores pessoais está desacelerado, e afirma que irá investir em outras áreas para evitar prejuízos. Uma delas está relacionada aos centros de dados empresariais, que cresceram 18% em 2014 e devem compensar qualquer perda na venda de PCs, com um negócio avaliado em US$ 14 bilhões para este ano.

Segundo o Gartner, as vendas mundiais de PCs totalizaram 71,7 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2015 — uma queda de 5,2% em relação ao primeiro trimestre de 2014. Parte dessa redução se dá pelo mesmo motivo citado pela Intel: o ciclo de substituição do Windows. No ano passado, as empresas correram para substituir seus computadores devido ao fim do suporte ao Windows XP, mas agora em 2015 esse ciclo desapareceu.

No Brasil, o mercado de PCs também enfrentou queda: 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos três primeiros meses deste ano, foram vendidos 1,964 milhão de máquinas, contra 2,4 milhões de unidades em 2014. Dentre os dispositivos vendidos no início deste ano, 804 mil foram desktops (queda de 21% frente ao mesmo período de 2014) e 1,160 foram notebooks (queda de 19% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado).

Fonte: Business Insider

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