iFood adquire 49% das ações de app de delivery mexicano

Por Redação | 20 de Julho de 2016 às 14h45

A brasileira iFood, dona de um dos principais aplicativos de pedidos de comida do país, acaba de fechar um acordo para aquisição de 49% das ações da empresa mexicana SinDelantal, também do ramo de delivery. Com isso, a companhia dá o primeiro passo para a sua internacionalização.

Segundo informa a Reuters, a aquisição foi possível após um aporte financeiro de R$ 100 milhões feito pelos investidores da iFood — a europeia Just EAT e a brasileira Movile. A Just EAT havia comprado a empresa mexicana no último e agora vai dividir a administração da SinDelantal com a companhia brasileira.

Segundo o vice-presidente financeiro da iFood, Carlos Moisés, fatores como força da economia local e grande número de consumidores foram os fatores determinantes para a escolha do México como o primeiro território além do Brasil para a empresa começar a atuar.

“México é hoje o segundo maior mercado da América Latina e junto com Brasil representa 70 por cento do mercado de Internet da região”, registrou o executivo. “O mercado mexicano é bem interessante (...) Ele tem penetração de Internet e de acesso móvel, mas enquanto no Brasil há uma cultura de delivery, no México isso ainda está crescendo”, complementou.

A esperança da empresa, agora, é repetir em terras mexicanas o mesmo sucesso alcançado em seu país natal. “Podemos crescer a passos largos como fizemos no Brasil”, prossegue Moisés, garantindo ainda que a empresa está sempre de olho em possíveis oportunidades para adentrar em outros mercados latino-americanos, especialmente na Argentina e na Colômbia.

“Nosso negócio faz sentido em mercados de massa e em menores faz menos sentido. E ainda tem que ver como está a Internet, o acesso via smartphone. Em muitos países da América Latina isso está abaixo do Brasil”, finaliza o executivo.

iFood

No ar desde 2011, o iFood reúne milhares de restaurantes de várias partes do Brasil e permite que os clientes realizem pedidos de comida e pagamentos diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade de usar um telefone para isso. Por aqui, a empresa cobra uma comissão de 12% sobre o valor de cada pedido realizado por um cliente. De acordo com o vice-presidente financeiro da empresa, em 2016, a receita da companhia deve saltar entre 250% e 300% em relação ao último ano.

Via Exame.com

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