IBM se une ao MIT para criar máquinas tão inteligentes quanto o cérebro humano

Por Redação | 20.09.2016 às 12:25

Identificar um objeto dentro de um contexto é uma tarefa bastante simples para um ser humano, mas algo bem complicado de simular em um computador. Por exemplo, como fazer um computador ler uma cena e descrevê-la como "homem de terno preto atravessando a rua" ou "mulher de vestido vermelho andando com um cachorro"? É algo mais difícil do que parece, e é exatamente esse o objetivo da parceria entre a IBM e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

O resultado desse esforço combinado é o Laboratory for Brain-inspired Multimedia Machine Comprehension, que combina o know-how e as tecnologias das duas empresas para fazer com que máquinas "entendam" tarefas tipicamente humanas, como visão e audição. Basicamente, fazer com que um computador veja algo e compreenda o que está acontecendo. Não há dinheiro envolvido: a ideia é compartilhar conhecimento de uma forma mutuamente benéfica.

IBM-MIT

A IBM tem feito parcerias com diversas instituições com o mesmo objetivo. Acima, o processo de "entendimento" de forma resumida.

Tornar isso possível envolve uma miríade de disciplinas, desde aprendizado de máquina e inteligência artificial até deep learning. Além de, claro, uma câmera com qualidade o suficiente para distinguir objetos uns dos outros e separá-los do fundo. Diversas tarefas algorítmicas processam as imagens capturadas: "como separar esse objeto do fundo?"; "que objeto é esse?"; "o que ele está fazendo?".

Como ponto de partida, o próprio cérebro humano é utilizado como base, sendo modelado em redes neurais para fazer com que máquinas consigam "pensar" como nós. Para quem relacionou essa técnica com o princípio do filme Exterminador do Futuro, Guru Banavar, vice-presidente de ciência cognitiva do MIT, fornece algum conforto.

"Nós estamos em um processo de construir um sistema com as melhores práticas que podem ajudar a nos guiar com segurança e gerenciamento ético para sistemas de AI [inteligência artificial], incluindo um alinhamento com as normas e valores sociais."

Quais "normas e valores sociais" Banavar está usando como base é um mistério, mas aparentemente não temos motivos para ficarmos preocupados. Ou não.

Fonte: TechCrunch