IBM registra queda no lucro líquido e na receita pelo 13º trimestre consecutivo

Por Redação | 21 de Julho de 2015 às 15h00

A IBM divulgou nesta segunda-feira (21) a 13ª queda de receita trimestral consecutiva, enquanto continua a eliminar negócios que apresentam margens baixas e segue pressionada pela valorização do dólar.

As ações da maior empresa de serviços de tecnologia do mundo caíram 4% em negociações após o fechamento do mercado. O balanço fez com que as ações da companhia no after-hours trading, negociação após o fechamento da Nasdaq, fechassem em queda de 5,32%, cotadas a US$ 164,01.

A IBM está em profunda transformação e tem vendido negócios como servidores de baixo desempenho, operações com caixas registradoras e semicondutores para se focar em áreas de grande crescimento, como softwares de segurança, computação em nuvem e análise de dados.

A empresa, que obtém mais da metade da sua receita em mercados estrangeiros, disse que seus resultados trimestrais também foram afetados pela valorização do dólar, que já subiu mais de 21% contra diversas moedas nos últimos 12 meses.

O lucro líquido consolidado da IBM caiu para US$ 3,45 bilhões, ou US$ 3,50 por ação, no segundo trimestre, ante os US$ 4,14 bilhões, ou US$ 4,12 por papel, um ano antes. Excluindo eventos não recorrentes, a IBM teve lucro de US$ 3,84 por ação no segundo trimestre, contra a expectativa média de analistas de resultado positivo de US$ 3,78 por papel. A receita total caiu para US$ 20,81 bilhões no período, ante US$ 24,05 bilhões no segundo trimestre do ano passado.

As unidades que mais contribuíram para o declínio foram a de sistemas de hardware, cujas vendas recuaram de US$ 3 bilhões para US$ 2 bilhões (- 31,7%), a divisão de software, que diminuiu de US$ 6,4 bilhões para US$ 5,8 bilhões (-10,1%) e a unidade de serviços (Global Business Services), com as vendas despencando de US$ 4,9 bilhões para US$ 4,3 bilhões (- 12%).

Desde que assumiu o cargo de CEO em 2012, Ginni Rometty tem buscado o crescimento das vendas sem sucesso. Depois de tentar reformular o negócio para tornar a IBM uma fornecedora de computação em nuvem e de tecnologia de análise de dados, os investidores ainda não estão convencidos de que a empresa pode crescer organicamente.

Fontes: Reuters, TI INSIDE

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