IBM quer levar a computação quântica ao mercado nos próximos anos

Por Redação | 06 de Março de 2017 às 18h26
photo_camera Divulgação

Depois de apresentar tecnologias em áreas como inteligência artificial e cognitiva com o Watson, a IBM agora está de olho em termos ainda mais complexos. A empresa quer acelerar sua pesquisa em computaçao quântica para trazê-la ao mercado em um futuro próximo.

Embora o conceito de computação quântica ainda esteja em seu começo, devido à alta complexidade para sua aplicação, a IBM vê nele um futuro de grandes oportunidades, principalmente quando se trata de sistemas de inteligência e analytics para clientes corporativos.

No ano passado, a Big Blue já tinha iniciado suas tentativas com este modelo de tecnologia, abrindo um protótipo de sistema rodando em computação quântica para programadores. Cerca de 275 mil experiência foram rodadas sobre a plataforma, o que animou a empresa a partir para um novo passo.

Nesta segunda-feira (06), a companhia lançou uma nova interface de programação, o IBM Q, uma API que permite criar softwares de integração entre computadores e bases de dados tradicionais com o sistema de computação quântica da IBM. A empresa também planeja lançar este ano uma plataforma completa de desenvolvimento em computação quântica.

Apesar de toda a ambição, esse parece ser apenas o começo para a IBM. O plano final da empresa é romper com o conceito tradicional e exato da computação atual e tornar a computação quântica algo acessível comercialmente nos próximos anos.

A companhia não deu detalhes de quando ela estará disponível para os consumidores, mas ela já está se preparando para trabalhar o conceito com clientes em potencial, indicando os benefícios que a computação quântca poderá trazer para seus negócios no futuro. De qualquer forma, o foco atual está nos desenvolvedores e na criação de sistemas rodando com esta novidade.

Mesmo com toda a animação, nem mesmo a IBM sabe como esta nova tecnologia poderá evoluir nos próximos anos. Segundo Dario Gil, vice-presidente de ciência e soluções na IBM Research, é um sentimento semelhante à dos pesquisadores que criaram os primeiros computadores na metade do século assado.

"Naquela época ninguém era capaz de prever as possibilidades de como os computadores iriam evoluir", afirmou Gil.

A grande promessa da computação quântica é acelerar em muito as capacidades dos computadores atuais, explorando propriedades de mecânica quântica. Os bits quânticos, ou qubits, podem assumir diferentes estados simultâneos e, por isso, ir muito além do que permite a computação dita tradicional.

Fonte: Fortune

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