IBM cria processador equivalente ao cérebro de um roedor

Por Redação | 17 de Agosto de 2015 às 13h47

A IBM criou um sistema equivalente ao cérebro de um pequeno roedor. A criação parece ter saído de um filme de ficção científica dos anos 70: uma mesa cheia de placas de circuito, luzes multicoloridas e chips de computador.

A soma de tudo isso resulta em uma “versão digital” do cérebro de um pequeno roedor, pois os chips no interior da máquina foram projetados para se comportar como neurônios, considerados pelos cientistas como os blocos de construção básicos dos cérebros biológicos. O sistema montado possui 48 milhões dessas células nervosas artificiais, aproximadamente o mesmo número de neurônios presentes na cabeça de um ratinho.

Ao conectar seus computadores com o cérebro digital, os cientistas da computação estão explorando as particularidades da arquitetura da IBM e começando a construir um software para o chip apelidado de "TrueNorth". Basicamente, eles estão utilizando os chips para executar algoritmos de "aprendizagem profunda", os mesmos algoritmos aplicados em serviços como o reconhecimento facial do Facebook e a tradução instantânea do Skype, da Microsoft.

IBM TrueNorth

Sistema imita cérebro de um pequeno roedor e foi construído com 48 chips experimentais TrueNorth, da IBM (Imagem: IBM)

A promessa é que o novo chip da IBM consiga executar esses algoritmos em espaços menores utilizando menos energia elétrica, ou seja, em dispositivos pequenos, incluindo aparelhos auditivos, smartphones e relógios inteligentes. Em relação aos smartphones, especificamente, a ideia por trás do TrueNorth é que ele possa ajudar a levar a inteligência artificial para pessoas comuns.

Cada chip imita cerca de um milhão de neurônios, e pode se comunicar com os outros por meio de algo semelhante a uma sinapse, as conexões entre os neurônios no cérebro. Por ser pequeno e exigir pouco poder de processamento, o chip pode ser utilizado em um dispositivo portátil, permitindo que o usuário realize mais ações a uma velocidade maior.

Embora o chip contenha 5,4 bilhões de transistores, o que atrai cerca de 70 miliwatts de potência, o resultado da tecnologia é uma arquitetura muito mais simples e que consome menos energia. Para comparação, um processador de computador Intel padrão possui 1,4 bilhões de transistores e consome cerca de 35-140 Watts. Mesmo os chips ARM que impulsionam smartphones consomem várias vezes mais energia do que o TrueNorth..

Claro, o uso do novo chip também requer uma nova geração de software, e é exatamente isso o que os pesquisadores estão explorando atualmente.

Fonte: Wired

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