IBM constrói rede de cloud computing gigantesca para o exército dos EUA

Por Redação | 13 de Abril de 2015 às 11h15
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A Bolsa de Valores de Nova Iorque, aparentemente, acaba de perder o posto de maior rede de cloud computing do mundo para o governo dos Estados Unidos. Em uma parceria no valor de US$ 60 milhões, a IBM foi contratada para criar um sistema de logística para o exército americano com mais de 40 milhões de transações por dia e 65 mil usuários.

O sistema, de acordo com uma mistura de informações oficiais e não-confirmadas, serve como a principal conexão entre os fornecedores de artigos militares e a administração de Barack Obama. É por meio dele que são feitas as compras de suprimento, indicados os locais de entrega e, acima de tudo, montados os sistemas que garantem que tanto as tropas locais quanto agindo no exterior tenham acesso a todos os recursos necessários para cumprir sua missão.

O contrato teria sido obtido pela IBM em dezembro de 2014 e, sozinho, coloca a companhia entre os principais nomes do mercado de computação nas nuvens. A própria companhia faz questão de dizer isso em eventos com investidores e potenciais clientes, deixando claro que esse mercado não é dominado apenas por Amazon, Google e Microsoft, como muitas vezes o noticiário de tecnologia faz parecer.

A parceria com o exército americano estaria sendo, inclusive, a mola-mestre da IBM para atrair novos contratos ou conquistar clientes atuais das rivais citadas. O grande destaque, aqui, seria uma economia de 50% nos custos de logística obtidos pelo governo com o uso da rede híbrida, além, é claro, de uma maior agilidade nos trabalhos e entregas de suprimentos.

Para garantir que tudo funcione bem, a IBM mantém um time interno dedicado exclusivamente a garantir que a infraestrutura de cloud computing do exército opere sem interrupções. Além disso, briga para garantir que outros contratos mais tradicionais com o governo permaneçam ativos, ou então sejam transferidos para segmentos de virtualização a partir de uma rede híbrida que une infraestrutura local e remota.

Esse segmento “misturado” é justamente um dos grandes focos de trabalho da IBM, que enxerga essa como a principal maneira de garantir que seus atuais clientes migrem para a nuvem. Como estamos falando de redes combinadas entre servidores internos e externos, acessíveis pela internet, a transição parece mais sutil e menos drástica para quem ainda está ligado ao passado e tem receio de pular de cabeça na nova tendência. Uma alternativa que, principalmente, têm agradado às pequenas e médias empresas.

Hoje, a empresa está na terceira colocação no segmento de cloud computing, atrás justamente da Amazon e do Google. Mas, de acordo com a CEO Ginni Rometty, a ideia é ampliar os números da IBM, saindo dos atuais US$ 25 bilhões em faturamento, representando 27% do total da companhia, para US$ 40 bilhões até 2018, na mesma medida em que se afasta de setores mais tradicionais como servidores e infraestrutura local.

E o trabalho com o governo parece já estar dando seus frutos, já que, de acordo com a companhia, um contrato de logística e cloud computing semelhante já foi firmado com a Amatil, a distribuidora australiana de produtos da Coca-Cola. Após um período de perdas e aparente descontrole, a iniciativa agora é totalmente focada em se reerguer. E, para a IBM, o caminho para chegar ao topo, novamente, passa pelas nuvens.

Fonte: Departamento de Defesa dos EUA, Business Insider

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