IBM anuncia novo data center focado em nuvem pública no Brasil

Por Rafael Romer | 15 de Setembro de 2015 às 14h21

A IBM anunciou nesta terça-feira (15) a abertura de um novo datacenter SoftLayer no Brasil, localizado em Jundiaí, no interior de São Paulo. O data center é o segundo da empresa no país e será completamente focado na oferta de nuvem, através do fornecimento de infraestrutura como serviço (IaaS). O primeiro centro de dados nacional da companhia, instalado em Hortolândia (SP), continuará a funcionar como infraestrutura da IBM para os serviços de outsourcing.

O data center de Jundiaí faz parte da estratégia global da IBM de expansão de seus centros de dados. No ano passado a companhia investiu US$ 1,2 bilhão para ampliar sua presença com infraestruturas no mundo, e hoje já conta com mais de 40 data centers nas Américas, Ásia, Austrália e Europa. Com a nova planta, a IBM agora contabiliza três centros do tipo na América Latina, junto ao de Hortolândia e o de Queretaro, no México.

De acordo com a empresa, a inauguração do centro de dados é consequência de uma demanda direta de clientes nacionais e de empresas do exterior com foco no Brasil, além de abrir a possibilidade de suportar projetos de adoção de nuvem de potenciais novos clientes no país e América Latina.

"Os clientes estavam pedindo. Mesmo com os data center em Dallas (EUA), que é o que os clientes mais usam, existiam cargas que não funcionavam bem rodando em Dallas e funcionando em São Paulo por causa da latência", explicou o responsável pelo setor de Infraestrutura como Serviço (IaaS) da IBM Brasil, Paschoal D'Auria. "E tem outro lado da governança. Há empesas que têm escrito em suas normas que o dado do cliente tem ficar no Brasil. São fatores que tinham potencial de mercado que nós não capturávamos".

O novo data center se conecta à rede global da IBM através dos centros de dados de Nova York e de Miami e também está interligado à unidade de Hortolândia por fibra óptica, o que permitirá criar alta disponibilidade e que clientes utilizem ambientes separados fisicamente sem perda de performance.

A IBM vê um bom momento na adoção de nuvem no país, com uma expectativa de crescimento da demanda por armazenamento e fornecimento de infraestrutura como serviço em cloud. A empresa não revela quando espera aumentar seu negócio de nuvem no Brasil com a abertura de um novo centro de dados.

Entre os setores que mostram boas oportunidades está o financeiro, no qual muitas empresas estão criando "espelhos digitais" de suas organizações para implementar novos serviços, e o setor de desenvolvimento de jogos, que tem crescido consideravelmente no Brasil e já chama a adoção da IBM. "A nuvem abriu um pouco o horizonte da IBM dos serviços tradicionais", explicou o vice-presidente de Cloud Computing da IBM Brasil, Tomaz Oliveira.

Para suportar essas adoções de nuvem durante o período de crise econômica e alta do dólar, no entanto, a IBM também criou uma série de modelos diferentes de pagamento e disponibilidade no Brasil para os serviços de seus datacenter globais.

O cliente pode optar por utilizar a infraestrutura nacional, onde questões como o alto preço da energia elétrica elevam em até 38% o custo dos ambientes virtuais, ou utilizar data center da empresa no exterior, onde incidem impostos de importação que podem atingir 40%. No caso de uso da infraestrutura internacional, para adequar a oscilação do dólar ao orçamento da empresa, os clientes também podem optar por contratos mensais, contratos anuais com um preço fixado da moeda americana ou pagamento à vista, gerenciado mensalmente pelo Banco IBM.

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