Huawei é a fabricante de smartphones com maior crescimento em 2015

Por Redação | 27.10.2015 às 11:30

O crescimento já era esperado, mas não de forma tão avassaladora assim. Ao apresentar seus resultados financeiros para o terceiro trimestre de 2015, a Huawei mostrou um crescimento de 63% nos envios de smartphones para as lojas entre julho e setembro, com 27,4 milhões de dispositivos colocados à disposição dos clientes no período. Além disso, houve aumento de vendas em todos os segmentos, desde os celulares mais básicos até os mais avançados.

A revelação colocou a marca como concorrente direta da Apple e da Samsung, pelo menos na visão de analistas. Com uma perspectiva de aumento de 33% na disponibilidade ao longo deste ano, a Huawei segue para ultrapassar a marca de 100 milhões de smartphones colocados nas lojas, um número superior ao da Maçã e da empresa sul-coreana, além de outras rivais asiáticos como a Xiaomi e Lenovo.

O crescimento é tão impressionante que especialistas já preveem um cenário de mais distância. Enquanto Apple e Samsung brigam pela primeira posição e estão bem longe do terceiro colocado – justamente a Huawei – a chinesa também se distancia cada vez mais de todos os outros e, para alguns analistas, parece difícil que alguma companhia desponte e consiga brigar pela medalha de bronze no curto prazo.

Os envios de smartphones para as lojas não se traduzem necessariamente em vendas, mas são uma demonstração de demanda – como os consumidores querem muito um determinado produto, seu fabricante acaba colocando mais unidades à disposição. Foi o que aconteceu, por exemplo, na Europa e na China, onde a disponibilidade de smartphones da Huawei quase dobrou, aumentando, respectivamente, 81% e 98%. No país asiático, inclusive, a marca já havia dobrado sua participação até o fim do primeiro semestre, e continua crescendo sem dar sinais de parada.

Agora, o grande desafio são os Estados Unidos. Para os analistas, os americanos ainda não caíram nas graças dos aparelhos da marca, principalmente depois que seus produtos foram considerados um risco de segurança pelo governo. O temor das autoridades é que o governo chinês possa usar os dispositivos para espionagem.

Essa análise, porém, não impediu que a marca lançasse novos produtos além de smartphones, como relógios inteligentes e acessórios, e colocasse os EUA como um dos territórios em sua lista de prioridades. Afinal de contas, ela sabe que se quiser realmente fazer frente à Apple e Samsung no mercado global, a América é um território chave para se ganhar.

Fonte: Reuters