Huawei aposta em crescimento do mercado de TI no Brasil até final do ano

Por Rafael Romer | 15 de Agosto de 2015 às 11h30

Apesar da desaceleração dos investimentos no mercado nacional de TI neste ano, a chinesa Huawei ainda vê setores da indústria de tecnologia em crescimento e aposta em algumas "surpresas" até o final de 2015 no Brasil. A avaliação é do Diretor de Tecnologia da Huawei no país, José Augusto Oliveira Neto, que afirmou que, entre os investimentos que têm crescido, está a adoção de novas tecnologias em diferentes verticais de negócios com o objetivo de otimizar processos e trazer ganhos de produtividade.

"Acho que vamos ter surpresas interessantes até o final do ano em investimentos em TI. Na verdade, as crises até aceleram os investimentos", disse durante uma apresentação para a imprensa nesta sexta-feira (14).

Citando a pesquisa global de adoção de TICs da Huawei, a Global Conectivity Index (GCI), Neto vê com otimismo os investimentos no país. Em abril, a Huawei revelou a segunda edição da GCI, que colocou o Brasil no 26º lugar entre 50 países pesquisados. Apesar de algumas observações do levantamento em relação ao Brasil terem sido positivas, como o fato do país já investir 5,2% do PIB em TICs - considerado um dos índices mais agressivos observados na pesquisa -, o país ainda sofre com diversos problemas que o deixaram em uma posição intermediária do ranking.

Quando considerado somente as economias em desenvolvimento, por exemplo, o país foi o quarto do ranking, atrás de Chile, China e Rússia. Além disso, parâmetros como burocracia e altos impostos prejudicaram o resultado do Brasil. "Parâmetros que entraram em relação ao ano anterior, principalmente em relação à infraestrutura de nuvem, que foi algo mais considerado [nesse ano]", explicou.

Ainda assim, o otimismo da empresa é justificável quando levado em consideração que a Huawei tem investido pesado no setor brasileiro de TICs neste ano. Em maio, a companhia assinou diversos acordos com empresas brasileiras e com o setor púbico durante a visita do primeiro ministro chinês Li Keqiang ao país.

Entre os acordos, foi firmado um plano para expansão da conectividade do centro do Rio de Janeiro e da região do Porto Maravilha para o projeto Tech City da capital carioca. Além disso, a Huawei fechou uma parceira para fomentar a inovação das redes LTE (4G) no país em conjunto com a TIM. Há ainda uma nova parceria com o Ministério das Comunicações (MEC) para promover o intercâmbio de estudantes brasileiros até a sede da companhia, em Shenzhen, na China.

Em julho, a importância do mercado nacional também deu à Huawei do Brasil mais independência na organização global da empresa, quando a operação local deixou de responder à Huawei da América Latina e agora reporta diretamente à sede chinesa.

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