HTC vai demitir mais de 20% de seus funcionários

Por Felipe Demartini | 02 de Julho de 2018 às 12h00
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As notícias deste início de semana não são nada boas para a HTC, que anunciou a demissão de 1.500 funcionários. Todas as dispensas ocorrerão nas unidades de fabricação de produtos da companhia, em Taiwan, e fazem parte de um processo de reorganização que vem acontecendo desde o início do ano, voltado para o retorno da companhia a um patamar de lucratividade, depois de trimestres seguidos de vendas e faturamento abaixo do esperado.

Apesar de concentrada apenas em Taiwan, o total de demissões representa 22% da força total de trabalho da HTC. É a segunda rodada de dispensas a ser anunciada somente neste ano, depois que, em fevereiro, a companhia revelou que cerca de 100 funcionários tinham sido mandados embora de seus escritórios nos Estados Unidos. Além disso, também no segundo mês de 2018, o presidente de negócios mobile da empresa, Chialin Chang, anunciou sua saída para tocar projetos pessoais.

Esse movimento, entretanto, já havia sido visto como um indício de que mais sinais estavam a caminho, enquanto uma performance aquém do esperado apenas se avizinhava quando os números e relatórios eram analisados. Os ventos ruins efetivamente vieram e uma das primeiras medidas tomadas pela HTC, além das demissões, foi uma unificação entre suas unidades dedicadas a produtos móveis e o desenvolvimento de tecnologia de realidade virtual.

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Na ocasião, as demissões de cerca de 100 pessoas foram explicadas, justamente, por essa fusão de divisões, que teria criado postos de trabalho redundantes. Desta vez, porém, a HTC não explicou um motivo exato para as dispensas, afirmando apenas que ela faz parte da reorganização que busca o retorno à lucratividade.

Os principais produtos da companhia atualmente, ainda, não pintam um panorama muito favorável. O U12+, por exemplo, representa o principal nome da HTC no mundo dos topos de linha e apresenta a boa performance que se espera de um dispositivo dessa categoria, junto com um design arrojado com traseira em vidro e o sistema operacional limpo. Entretanto, a mídia internacional o criticou pela vida útil da bateria, menor que a da concorrência, e também pelo funcionamento errático dos botões de volume e bloqueio.

Enquanto isso, no mundo da realidade virtual, o Vive Pro é consagrado como um dos óculos mais poderosos e versáteis do mercado atual, trazendo o maior nível de imersão dessa tecnologia. O alto preço, porém, é uma grande barreira para as vendas, com apenas o dispositivo custando US$ 799, sem contar os controles, sensores e outros acessórios necessários para seu funcionamento.

Ainda assim, contudo, a empresa espera fechar o ano com boas notícias. A expectativa é retornar ao patamar de lucratividade até o fim de 2018, com medidas dolorosas como essa pavimentando o caminho para o que a HTC espera ser uma empresa mais sustentável e alinhada ao mercado.

Fonte: Android Central

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