HTC cogita separar operação do Vive e até vender toda a empresa

Por Redação | 25 de Agosto de 2017 às 12h27

A HTC passa por uma crise e busca alternativas para se manter de pé. Entre as possibilidades que estão sendo estudadas está a separação do Vive, seu negócio de realidade virtual, do corpo da empresa. A venda do projeto também não está descartada.

Numa tentativa de conseguir uma sobrevida, nesta semana a companhia reduziu em US$ 200 o preço do fone de ouvidos do Vive, com o objetivo de tornar o dispositivo de RV mais acessível aos consumidores.

Há outra opção, esta mais radical, para a HTC, que é a venda de toda a empresa. A Bloomberg avalia como sendo improvável, pois encontrar um único comprador para a empresa inteira não será fácil. Por isso, o que vem sendo estudado com mais afinco é a ideia de separar a operação do Vive dos negócios relacionados ao smartphone.

Os ganhos financeiros da HTC continuam a diminuir, embora a empresa tenha conseguido reduzir as perdas operacionais nos últimos trimestres.

O U11, último lançamento da HTC

Último smartphone da HTC, o U11 ganhou boas críticas por seu desempenho e pela excelente câmera, mas perdeu em design quando comparado com modelos da Samsung e LG. Além disso, o aparelho só é vendido por uma grande operadora dos EUA, a Sprint, o que limita a sua exposição em comparação com os rivais, cujos aparelhos podem ser encontrados em vários provedores móveis. O último telefone da marca antes do U11, o U Ultra, recebeu críticas negativas e nunca foi vendido por operadoras dos EUA.

A ComScore estima que o marketshare da HTC nos Estados Unidos esteja em um pouco mais de 2%. 

O Vive, no entanto, tem sido um ponto de esperança para a empresa, registrando vendas de mais de 190 mil unidades no primeiro trimestre. Uma versão do Vive está sendo exportada  para a China, e a HTC também foi confirmada para desenvolver um fone de ouvido que executará o software de realidade virtual da Google.

Mas o negócio do telefone continua a ser um entrave. Com o U11 no mercado, a HTC fabricará o Google Pixel 2, que deve ser lançado em 5 de outubro. Ao contrário de 2016, quando a empresa produziu os dois modelos de smartphones do Pixel, desta vez a LG é  quem será responsável por manufaturar o Pixel XL, que tem uma tela maior do que o do seu irmão.

Fonte: The Verge

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