HPE chama IBM Watson para a briga com o Haven on Demand

Por Leandro Souza | 09.06.2016 às 17:00
photo_camera HPE Divulgação

*De Las Vegas, Nevada.

A Hewlett-Packard Enterprise está disposta a se tornar um player de peso no mercado de computação inteligente e cognitiva. Para demonstrar isso, a companhia anunciou uma renovação em sua plataforma de computação como serviço, o Haven on Demand. Ao adicionar novas capacidades de inteligência artificial à plataforma, a HPE está disposta a bater de frente com o Watson, sistema de computação cognitiva da IBM.

"Com o novo Haven on Demand, estamos dispostos a encarar, mano a mano, qualquer uma das APIs disponíveis no Watson", desafiou Robert Youngjohns, vice-presidente e gerente da divisão de Software da HPE.

Mas, afinal de contas, o que é computação como serviço? É menos complicado do que parece: é uma plataforma cloud que fornece capacidades de processamento de informações sob demanda, tirando de dentro das empresas a necessidade de investimentos em pesados e complexos sistemas de inteligência e análise de dados.

A proposta da HPE com o Haven é acessibilizar capacidades de aprendizado de máquina para diversas empresas através do sistema, que funciona na nuvem do Azure, da parceira Microsoft — uma decisão recente, já que a HPE anunciou no ano passado a sua retirada do mercado de nuvem pública.

É uma abordagem diferente: enquanto o produto da IBM ainda está restrito a clientes maiores e verticais como finanças e saúde, a HPE quer se aproximar de um ecossistema bem mais amplo, oferecendo recursos no mesmo nível que o produto considerado "o futuro da computação" pela Big Blue.

"Há uma grande publicidade sobre o IBM Watson, mas queremos nos posicionar de forma diferenciada. Nossa proposta de valor consiste em levar inteligencia de computação para empresas e desenvolvedores sem apelar para altos custos", afirmou Youngjohns.

A nova versão do Haven conta com mais de 60 APIs, desde funcionalidades básicas de computação inteligente, como análise de voz, até módulos avançados de cognição, como busca contextual de dados, análise aprofundada de imagens e predição de cenários.

Para Youngjohns, as possibilidades para desenvolvedores são inúmeras, desde segurança até análise de dados em call center, por exemplo. O último exemplo também pode ser visto como uma cutucada na IBM, que emplacou diversos cases do Watson em sistemas de call center, incluindo no Brasil, onde a Big Blue está implementando o Watson no Bradesco.

"Todas estas APIs rodam sobre nosso motor de computação inteligente, com capacidades reforçadas de aprendizado. Além disso, elas são abertas para qualquer desenvolvedor interessado em experimentá-las em suas aplicações", completou o executivo da HPE.

* O repórter viajou a Las Vegas a convite da HPE