Herdeiro da Samsung é considerado suspeito em investigação de corrupção

Por Redação | 11 de Janeiro de 2017 às 13h11

O vice-presidente da Samsung, Lee Jae-yong, deve assumir o lugar do pai à frente do maior conglomerado da Coreia do Sul. No entanto, seu nome tem aparecido em todos os jornais por outro motivo: promotores o citaram como um suspeito no escândalo de corrupção que abalou o país.

Nesta quarta-feira (11), o herdeiro foi chamado para depor sobre as suspeitas que incluem um caso de suborno relacionado ao presidente sul-coreano Park Geun-Hye. A Samsung se recusou a comentar a nomeação de Lee como suspeito na investigação.

Além do presidente do país, o caso de corrupção envolve também seu amigo íntimo Choi Soon-sil, e seis grandes grupos empresariais do país, incluindo a Samsung e a Hyundai. Supostamente, o amigo do presidente usava sua influência para coletar dinheiro das empresas envolvidas para benefício próprio e da sua família.

No mês passado, o vice-presidente da Samsung negou seu envolvimento com qualquer irregularidade. Ele afirmou que Park não lhe pediu diretamente para apoiar nenhuma fundação ligada a Choi e que ele também não tinha conhecimento dos pagamentos da Samsung para ele.

No entanto, os promotores do caso estão investigando se a empresa fez os pagamentos alegados, a fim de garantir uma fusão controversa realizada em 2015. Na ocasião, duas filiais de Samsung se uniram para ajudar o presidente doente Lee Kun-hee a passar o controle do conglomerado para seu filho Jae-young. O pai de Lee sofreu um ataque cardíaco em 2014, o que acelerou o planejamento da sucessão.

O Serviço Nacional de Pensões da Coreia do Sul era um dos principais acionistas de uma das subsidiárias da Samsung envolvidas na fusão. Seu voto foi crucial para garantir que o acordo fosse aprovado em face da oposição vigorosa de um fundo com sede nos Estados Unidos.

Os escritórios do fundo de pensão público foram invadidos como parte da investigação de corrupção. Um ex-ministro do governo foi preso no mês passado sob acusações de que ele pressionou o fundo para aprovar a fusão da Samsung.

Enquanto Choi aguarda julgamento por extorsão e abuso de poder, o presidente da Coreia do Sul espera o resultado de uma moção de impeachment. A investigação segue como um dos maiores escândalos de corrupção da história da Coreia do Sul.

Fonte: CNN Money

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