Hackers estão pagando mais de R$ 90 mil por credenciais da Apple

Por Redação | 10.02.2016 às 08:55

Como uma das principais empresas do mercado de tecnologia, a Apple é também uma das mais visadas desse setor. Tanto que, na Europa, hackers interessados em acessar aos sistemas internos da companhia estão oferecendo mais de R$ 90 mil a funcionários que estejam dispostos a cederem suas credenciais a eles, em uma ação que poderia resultar em uma grande brecha de segurança.

Os casos estariam acontecendo na Irlanda e, de acordo com funcionários que revelaram a situação sob condição de anonimato, os contatos aconteceriam por e-mail ou mensagens de texto enviadas ao celular. Os hackers não teriam distinção de cargo, já que até mesmo empregados de níveis inferiores teriam recebido as propostas, cujos valores variam de acordo com a posição hierárquica e o acesso que eles podem fornecer a informações sigilosas.

As propostas também estariam sendo feitas a fornecedores e contratados pela Apple, seguindo um padrão que parece focar naqueles que teriam menos fidelidade e tempo de casa. Funcionários que entraram recentemente nos rincões da empresa e foram rapidamente promovidos seriam um alvo, assim como aqueles com avaliações ruins por parte de seus superiores ou que estariam em busca de novas oportunidades no mercado.

Até mesmo credenciais para acesso físico às instalações da Apple estariam sendo procuradas para compra, mas não se saberia ao certo do que os hackers estão atrás. A ideia geral é que o objetivo seria o acesso a segredos corporativos ou informações confidenciais sobre novas gerações de produtos, mas também não é excluída a hipótese de tentativas de acesso a sistemas como o iCloud e outras redes fechadas da companhia.

A própria Apple já estaria ciente de tais abordagens e teria intensificado as medidas de segurança em seus escritórios de Cork, na Irlanda, de onde saíram a maioria dos relatos. A empresa não confirmou nem negou as alegações dos funcionários e manteve silêncio quando contatada sobre o assunto.

Fonte: Business Insider