Grupo chinês compra parcela majoritária do Grindr

Por Redação | 12.01.2016 às 11:25
photo_camera Captura de tela / Bruno Borin

O Grindr anunciou nesta terça-feira (12) que está vendendo uma parcela majoritária de suas ações para a Beijing Kunlun Tech, uma companhia chinesa de internet. O negócio, no valor de US$ 93 milhões, deixa os acionistas da empresa asiática com 60% das cotas da empresa, o que significa que eles possuem o maior poder de controle sobre as decisões da startup.

Com seis anos desde sua fundação, o Grindr tem agora um valor de mercado de US$ 155 milhões. O movimento marca a primeira vez que a empresa de internet recebe um investimento estrangeiro, um dinheiro que deve ser utilizado na expansão do serviço para mais países e na criação de novas funções. De acordo com o CEO Carter McJunkin, entretanto, boa parte da estrutura original da startup deve continuar inalterada, já que, em conversas com os novos acionistas, todos concordaram que o estado atual das coisas funciona.

É curioso pensar que o primeiro investimento internacional feito no Grindr, um aplicativo voltado para a comunidade gay, tenha sido feito por uma empresa chinesa. Por lá, a situação dos homossexuais ainda é extremamente complexa, e até 2001, por exemplo, a preferência por pessoas de mesmo sexo era citada como uma doença mental em listas oficiais do governo.

Sendo assim, o preconceito e a repressão contra os gays ainda é grande, e o investimento não deve resultar em uma chegada do Grindr à China. A empresa não falou exatamente quais são os planos para essa expansão, mas a expectativa é que ele não chegue tão cedo a um dos maiores mercados asiáticos do mundo justamente por causa desse tipo de coisa.

A Beijing Kunlun Tech é uma empresa de investimentos voltada para a inserção de dinheiro no mercado de tecnologia. A firma é uma das mais estreladas do momento quando se fala no assunto e tem boa parte de sua atuação concentrada no mercado de jogos online. Os 40% de ações restantes serão divididos entre o fundador da empresa, Joel Simkhai, que deve ser o segundo maior acionista; e funcionários e executivos que também possuam cotas do Grindr.

Fonte: The New York Times