Grommet: o novo framework open source para padronização de apps da HP

Por Rafael Romer | 08 de Junho de 2015 às 12h15

De Las Vegas, EUA*

Já não é mais segredo que a HP está apostando pesado em plataformas open source. Durante seu evento global HP Discover, realizado na semana passada em Las Vegas, a empresa falou extensivamente sobre seus projetos de código aberto, como a plataforma de computação The Machine, que será baseado em software de código aberto, e investimentos no desenvolvimento da plataforma de nuvem aberta OpenStack, atualmente liderado pela HP.

Mas um dos principais anúncios da companhia foi de seu novo framework open source para desenvolvimento de aplicações corporativas, apelidado de Grommet. A plataforma foi apresentada pelo atual CTO da HP, Martin Fink, que partirá para o novo braço corporativo da HP, a Hewlett-Packard Enterprise, quando a divisão entre as duas novas empresas acontecer em novembro deste ano.

A proposta do framework é ser um pacote de tecnologias, ferramentas e guias para garantir uma uniformidade ao desenvolvimento de apps corporativos, com estilos, experiências e interfaces de usuário (UIs) que sejam semelhantes dentro da companhia, independentemente da origem de seu desenvolvimento - seja a aplicação um desenvolvimento dentro de casa, por um time de outsource ou até por uma empresa terceirizada.

"É a contribuição da HP para a indústria de TI para trazer recursos de nível de consumidor com um framework de experiência de usuário corporativo para que todos possam aproveitar", afirmou Fink durante o lançamento da plataforma. "E porque é open source, você pode absorvê-lo, integrá-lo com o seu fluxo de trabalho, melhorá-lo e contribuir de volta".

A origem do projeto vem de uma frustração da própria CEO da HP, Meg Whitman, que frequentemente se encontrava com clientes da empresa que reclamavam como produtos da HP não se integravam bem por causa de suas interfaces de usuário diferentes. "Coisas tão simples como barras de busca não funcionavam da mesma forma. Ou outra coisa que levava mil cliques em um programa, mas apenas quatro em outro", exemplificou Fink.

Para resolver o problema, a empresa pegou a tecnologia fonte utilizada na criação de diferentes aplicações da companhia e as reuniu em uma espécie de biblioteca de UIs. Por ser aberto, o projeto também estimula os próprios desenvolvedores a colaborarem, expandido o framework e permitindo um alto nível de personalização para as aplicações, como palheta de cores e logo - dependendo somente das necessidades de cada companhia.

"Agora você terá a possibilidade de pegar um framework open source e colocar todos seus times internos, terceirizados e outros para basear o seu desenvolvimento de experiência de usuário neste framework, sabendo que tudo que voltar para sua companhia terá o mesmo formato e funcionará do mesmo jeito", explicou o CTO.

*O repórter viajou à Las Vegas a convite da HP

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