Governo dos EUA pode impedir venda da Time Warner para AT&T

Por Redação | 24 de Outubro de 2016 às 18h33

A gigante de telecomunicação americana AT&T chegou a um acordo para a compra da Time Warner por US$ 85,4 bilhões. No entanto, a fusão não será tão simples quanto o esperado: os dois principais candidatos presidenciais dos Estados Unidos indicaram que vão se opor ao negócio.

Menos de 48 horas depois do anúncio da venda, um momento extremamente raro aconteceu quando HIllary Clinton e Donald Trump concordaram que a megafusão não seria boa. Enquanto o vice de Hillary, Tim Kaine, disse que a candidata teria preocupações acerca do negócio, Trump disse que "ofertas como essa podem destruir a democracia".

O atual senador Al Franken também se posicionou em relação ao assunto, dizendo estar "cético em relação a grandes fusões de mídia, porque elas podem levar a custos mais elevados, menos opções e serviços ainda piores para os consumidores". Já o senador Bernie Sanders usou o Twitter para dizer que o governo Obama deveria intervir na fusão para evitar o aumento de preços nos serviços.

Já John Bergmayer, consultor da organização sem fins lucrativos Public Knowledge, acredita que a AT&T poderia dificultar o acesso dos seus concorrentes a conteúdos da Time Warner, visando atrair mais consumidores para suas plataformas.

Apesar de todos os palpites sobre o assunto, o fato da Time Warner ser dona de apenas uma única licença de radiodifusão que estaria sujeita à aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC ), o Departamento de Justiça do país seria a autoridade governamental responsável por determinar se a fusão seria prejudicial ou não para os consumidores.

Via The Register

Inscreva-se em nosso canal do YouTube!

Análises, dicas, cobertura de eventos e muito mais. Todo dia tem vídeo novo para você.